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Venezuela reforça preocupação com presença de militares norte-americanos na Colômbia
Um estudo dos Estados Unidos indicando que a Colômbia pode ter papel fundamental na estratégia de mobilidade aérea global norte-americana...
Publicada: 02/02/2010 - 17h03m|Fonte: Agência Brasil|
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Um estudo dos Estados Unidos indicando que a Colômbia pode ter papel fundamental na estratégia de mobilidade aérea global norte-americana aumentou a apreensão da Venezuela com a presença de militares estadunidenses no território do país vizinho. A preocupação foi manifestada pelo vice-ministro de Defesa venezuelano, Daniel Machado, durante a última reunião executiva do Conselho Sul-Americano de Defesa, da qual participaram representantes dos 12 países-membros, concluída na sexta-feira (29) passada, no Equador.
Durante o encontro, o vice-ministro colombiano de Defesa, Jorge Eastman, voltou a assegurar que o acordo entre Colômbia e Estados Unidos estabelece que as bases serão usadas exclusivamente para a luta antiterrorista e contra o narcotráfico.
Para o representante brasileiro no encontro, o diretor do Departamento de Política e Estratégia do Ministério da Defesa, vice-almirante Wilson Barbosa Guerra, o assunto é “sensível” e a Venezuela não quer que ele caia no esquecimento. Segundo ele, é possível que o tema volte à pauta durante a próxima reunião de ministros de Defesa.
O vice-almirante assinalou, entretanto, que a maioria dos países-membros, entre eles o Brasil, já declarou estar satisfeita com as garantias apresentadas pela Colômbia. “A Colômbia já prestou todas as garantias que lhes foram pedidas em relação ao uso da base pelos militares norte-americanos. Já divulgou os termos do convênio, garantindo que elas continuarão sendo colombianas e que só serão usadas na guerra contra o narcotráfico.”
Para Barbosa Guerra, como qualquer outro país, a Colômbia é soberana para firmar acordos bilaterais com qualquer outra nação e o máximo que o Conselho Sul-Americano de Defesa e a União das Nações Sul-Americanas (Unasul) podem exigir são garantias de que nenhum país vizinho será prejudicado ou atingido por esses convênios.
“Por isso, na última reunião extraordinária da Unasul foi aprovado que, a partir de agora, todos as convênios bilaterais deverão incluir uma cláusula garantindo isso. O Brasil já está fazendo isso e todos nossos acordos que estão prestes a ser assinados já virão com essa cláusula, o que demonstra que a Unasul e o Conselho estão funcionando para garantir a confiança entre os membros”, lembrou o vice-almirante.
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