Quinta-Feira, 11 de Dezembro de 2014

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Venezuela: Chaderton: CIDH atenta contra a democracia e os direitos humanos

Estados Unidos que, sendo o país em que se consome mais drogas no mundo, acusa a nação sul-americana de não cooperar na luta contra o narcotráfico.

Publicada: 05/03/2010 - 13h47m|Fonte: Adital|Versão para impressão|

O representante permanente da Venezuela ante a Organização de Estados Americanos (OEA), embaixador Roy Chaderton, assinalou que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) atenta contra a democracia e os direitos humanos e sustentou que os Estados Unidos, junto a setores de direita da Espanha, empreenderam uma ofensiva contra o Governo de seu país.
Em sessão ordinária do Conselho Permanente da OEA, Chaderton se referiu ao recente relatório da CIDH sobre Venezuela, do qual disse que tem vícios políticos com a intenção de criar uma imagem fictícia da Venezuela. Nesse sentido, recordou que no próximo 26 de setembro se realizarão na Venezuela eleições legislativas, nas quais se renovará a Assembleia Nacional (Parlamento), pelo que insistiu que o recente relatório da CIDH é parte de uma campanha difamatória contra o Governo venezuelano, prévia a esse processo eleitoral.

Argumentou que essa instância da OEA não emitiu nenhum pronunciamento sobre os acontecimentos de El Caracazo em 1989, quando as forças da ordem pública da Venezuela, por ordens do então presidente Carlos Andrés Pérez, atacaram uma revolta popular que se opunha a um pacote de medidas econômicas de corte neoliberal anunciadas previamente pelo Governo venezuelano.
Chaderton também ressaltou que a CIDH não condenou o golpe de Estado perpetrado na Venezuela em abril de 2002 contra o presidente Hugo Chávez, no qual reconheceu o governo de fato que Pedro Carmona liderou por 48 horas.

Ademais, Chaderton manifestou que "tem concerto", ao se referir ao relatório do Departamento de Estado de Estados Unidos que aponta Venezuela de, supostamente, não cooperar na luta contra o narcotráfico, assim como as declarações do juiz espanhol Eloy Velasco, nas quais acusa o país sul-americano de manter relações com o movimento separatista basco ETA e as insurgentes Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Sobre o relatório do Departamento de Estado estadunidense, o representante da Venezuela ante a OEA indicou que "por trás destes ataques incessantes estão os interesses da ditadura global e a aplicação implacável da agenda do ex-presidente de Estados Unidos, George W. Bush".

Destacou que Venezuela sempre é alvo destes ataques por parte de Estados Unidos que, sendo o país em que se consome mais drogas no mundo, acusa a nação sul-americana de não cooperar na luta contra o narcotráfico.

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