Uma espécie de Guantánamo melhorada, em solo americano, gerido pelo Departamento de Justiça americana.
Duas opções estão sendo estudadas, em Kansas e Michigan, para a transferência de 229 detentos da "guerra contra o terrorismo". Para a Casa Branca, seria a melhor solução. Uma espécie de Guantánamo melhorada, em solo americano, gerido pelo Departamento de Justiça americana. Dois locais foram escolhidos pelas autoridades: a prisão militar de Fort Leavenworth, no Kansas, e uma prisão de segurança máxima em Michigan.
A comissão para estudar a transferência de prisioneiros antes do encerramento de Guantánamo, previsto para 22 de Janeiro, deverá apresentar propostas concretas neste mês na Casa Branca. O complexo penitenciário teria salas de audiência e comissões militares para julgar cerca de 60 ou 80 "terroristas" suspeitos, de acordo com o Departamento de Justiça.
O complexo irá dispor de espaços de convivência em semi-liberdade para os quase cinqüenta prisioneiros que deverão ser libertados, mas que não foram aceitos por nenhum país até o momento. Enfim, as células de segurança máxima acolherão os prisioneiros considerados muito perigosos para serem libertados. Esses não podem passar por um julgamento ou tribunal, por falta de provas contra eles ou porque suas confissões foram obtidas pela força ou porque o seu julgamento tornaria públicas informações consideradas secretas.
Um complexo único traria inúmeras vantagens. Eliminaria, por exemplo, os riscos associados ao transporte de prisioneiros para vários tribunais, limitando as divergências políticas em um Estado. Mas também representa um enorme desafio político-jurídico e de logística. Antes de liberar um orçamento de R$ 80 milhões de dólares, o Congresso exige garantias da Casa Branca: querem que a transferência de detidos em Guantánamo seja um um procedimento seguro para os americanos.
A opinião pública apresenta muitas reservas quanto à idéia de acolher os detentos em solo americano e parte da classe política, tanto republicanos e democratas, é radicalmente contra.
Barack Obama tem um pouco menos de cinco meses para resolver a questão e arquivar o caso.