Quarta-Feira, 23 de Maio de 2012

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Uma campanha de ódio ameaça Obama

"A campanha de ódio contra Obama" - tem o apoio de locutores de rádio, apresentadores televisivos e internautas da mais extrema direita estadunidense

Publicada: 05/10/2009 - 12h32m|Fonte: Juliana Silveira - Redação |Versão para impressão|

  • Uma campanha de ódio ameaça Obama
Barack Obama recebe críticas pela derrota de Chicago para os Jogos Olímpicos de 2016. "Não só fracassou em levar o oura para casa, como também a prata e o bronze", assegura The New York Times. "A derrota olímpica mostra que nos assuntos mundiais os interesses são mais fortes que o encanto e a popularidade. É melhor aprender esta lição por um evento esportivo que pelas armas atômicas", diz o The Wall Street Journal.

Estas são as críticas comuns, que um presidente sofre a cada dia durante o exercício de seu mandato. As que exigem accountabillity - que se baseia na responsabilidade em dar respostas sobre sua gestão aos cidadãos. lOGO se chega a retórica anti-Obama da extrema direita dos Estados Unidos.

Alguns ataques vão aumentando e já há aqueles que apontam para um golpe de Estado. "Cada dia ganha mais peso a possibilidade de que os militares tenham que intervir como último recurso para solucionar o problema Obama", escreve o colunista do site Newsmax, fórum de encontro de extremistas na Internet.

"A campanha de ódio contra Obama" - como intitula The New York Review of Books em seu último número - tem o apoio de locutores de radio, apresentadores televisivos e internautas da mais extrema direita estadunidense. "Estão nos roubando a América e talvez seja muito tarde para salvá-la", dizia Glen Beck a seus seguidores em uma intervenção no rádio.

O fundamentalista Limbaugh chegou inclusive a falar de racismo invertido e usou como exemplo para acabar com a administraão democrata um incidente no qual dois estudantes negros golpearam cinco garotos brancos em um ônibus. "Nos Estados Unidos de Obama, os garotos brancos são golpeados e os negrinhos aplaudem", disse o locutor.

Beck apóia a tese de Limbaugh e informa a sua crescente audiência de que Obama é umr acista que profesa "um ódio profundamentamente assentado aos brancos e a cultura branca". Na história moderna dos Estados Unidos, nunca antes se havia visto um movimento de protesto da extrema direita como agora, que chegou inclusive a tomar as ruas que cercam o congresso de Washington no mês passado.

Algo perigoso está se passando e Thomas Friedman compara a atual situação que vive os Estados Unidos com os meses anteriores ao assassinato de Isaac Rabin, em Israel no ano de 1995. "Esse paralelismo me revira o estômago. Não tenho problema com as críticas razoáveis e comuns, venham elas da direita ou da esquerda", escreve Friedman no The News York Times. "Porém a extrema direita começou a empenhar-se em deslegitimar o poder e criar o mesmo clima que existiu em Israel antes do assassinato de Rabin".

Tudo vale. Desde caricaturar o presidente como Coringa no último capítulo da saga Batman, gritar "mentiroso" no meio de uma sessão do Congresso, ou negar que ele tenha nascido nos Estados Unidos e seja um cidadão de direito à presidnência. Será está a última reviravolta? E a enquete publicada no Facebook em que os usuários eram consultados se Obama deveria se "morto", será apenas uma "brincadeira de criança" como se supõe? O serviço Secreto retirou o assunto do ar, mas a resposta ainda está em aberto.

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