Suu Kyi, condenada a três anos de trabalhos forçados por violar prisão domiciliar
A prêmio Nobel da Paz foi condenada por ter violado os termos de sua prisão domiciliar
Aung San Suu Kyi foi declarada hoje culpada e condenada a três anos de prisão e trabalhos forçados pela justiça de Mianmar por não ter respeitado os termos de sua prisão domiciliar. Depois de ter declarado a líder da oposição culpada, a junta militar, presidida pelo general Than Shwe, decidiu atenuar a pena imposta a Aung San Suu Kyi, que deverá ficar reclusa em sua casa, em Yangun, durante um ano e meio.
Essa nova pena impede a líder da oposição de participar das eleições previstas para o ano que vem.
Depois do anúncio da sentença, Aung San Suu Kyi foi levada de volta para casa.
A prêmio Nobel da Paz foi condenada por ter violado os termos de sua prisão domiciliar. No último mês de maio, o norte-americano John Yettaw atravessou a nado um lago à beira da casa da prêmio Nobel da Paz e lá passou dois dias.
Yettaw, de 54 anos, foi condenado a sete anos de prisão e trabalhos forçados.
A Suécia, país que preside atualmente a União Europeia, anunciou nesta terça-feira que novas medidas vão ser adotadas contra os dirigentes do país, responsáveis pelo veredito que prorrogou a prisão de Aung San Suu Kyi.
Desde 2006, a União Europeia adotou um embargo de armas e de todo material que possa servir à repressão, além de proibir a entrada no bloco europeu dos generais da junta militar e o congelamento de suas contas bancárias.
Há dois anos, depois da violenta repressão aos monges budistas, os europeus também suspenderam a importação de vários produtos de Mianmar, como madeira, metais e pedras preciosas