Sábado, 07 de Junho de 2014

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Site que vende espaço na mala chega ao Brasil

Empresa já fez mais de 2 mil operações e vai oferecer seguro aos produtos comprados fora

Publicada: 13/12/2012 - 17h05m|Fonte: IG|Versão para impressão|

  • Site que vende espaço na mala chega ao Brasil
Após ter se mudado para Madrid, o chileno Sebastian Cussen passou a gastar um bom dinheiro para mandar coisas para familiares ou amigos por correios tradicionais. Além disso, sempre que viajava para casa, era "vítima" de corriqueiras encomendas – eletrônicos, suplementos alimentares, roupas. Decidiu fazer desses empecilhos um negócio. Em fevereiro, ele lancou o Can U Bring, um site onde pessoas com espaço na mala encontram as que querem comprar fora. Agora, acaba de concluir a versão em português e lançar o projeto no Brasil.

Nesse quase primeiro ano, a página recebeu 70 mil visitas, somou 7 mil usuários cadastrados e fez 2 mil transações, 40% delas na Argentina e 25% no Chile – ao todo, houve negócios em cerca de cem paises. Por enquanto, está no ar uma versão provisória, que apenas conecta os interessados. Mas, a partir de março, o site começa a funcionar no modelo imaginado por Sebastian.

Como exemplo, imagine que alguém quer comprar um perfume em Miami. Poderia usar o Can U Bring para achar uma pessoa que esteja indo para lá, fazer o pedido para ela e enviar o pagamento para o site. O dinheiro fica "travado" pelo PayPal. O viajante compra o perfume (com o próprio dinheiro) e traz para o Brasil. Quando entregar ao interessado, o pagamento é destravado e ele recebe o dinheiro – que, além do valor do produto, tem o pagamento do serviço.

"A gente coloca valores de referência no site, para as pessoas saberem quanto cobrar pela entrega. Os valores consideram peso, tamanho e preço. Na média, fica entre 50% e 70% mais barato que trazer por um currier tradicional", explica Sebastian.

O Can U Bring vai oferecer um seguro, no valor de 1% do preço do produto, que irá garantir casos de extravio, furto ou compra danificada. Segundo Sebastian, após 2 mil transações, o site não registrou nenhuma tentativa de roubo. Ele diz que já foram trazidos eletrônicos acima de US$ 1 mil e até uma guitarra de US$ 2 mil.

O site fica com 10% do valor do serviço – ou seja, da entrega, não do produto. O comprador paga 6% e o entregador, 4%. Se uma entrega custar R$ 100, o comprador na verdade vai pagar R$ 106 e o entregador vai receber apenas R$ 96. O site leva R$ 10.

Sebastian recebeu apoio de um programa chileno de incentivo a inovação, que deu – a fundo perdido – US$ 30 mil ao empreendedor, para que ele pudesse "exportar" o site a dois países. Ele escolheu os EUA e o Brasil. A versão em português começou a ser feita há três meses e foi completada na semana passada.

O fundador também buscou investimentos no Vale do Silício (EUA). Ouviu dos fundos de venture capital que precisaria ter pelo menos 7 mil usuários cadastrados. Agora que conseguiu o número, vai voltar para lá em março, para tentar novamente.

Ele aposta alto Brasil para expandir o site. "É um país com um mercado gigante e pessoas que viajam mais que em outros países da América Latina", diz. Sebastian calcula que, em quatro meses, os brasileiros podem chegar a representar 25% dos negócios do site. "Já tivemos várias transações no Brasil, mesmo antes do lançamento em português. Muitas eram pedidos de produtos da Victoria's Secret", conta.

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