Quarta-Feira, 23 de Maio de 2012

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SC: Fiesc tenta barrar aprovação do Piso Estadual de Salário

Presidente da Fiesc alega que o piso salarial gera prejuízos para a indústria e comércio do estado

Publicada: 05/08/2009 - 11h52m|Fonte: Joel Felipe Guindani - Chasque|Versão para impressão|0 comentário(s)

Representantes das centrais sindicais, federações e sindicatos de trabalhadores pressionam o legislativo catarinense para a aprovação do Piso Estadual de Salários. Por outro lado, a matéria, que tramita em regime de urgência, é motivo de divergência entre parlamentares e entidades do setor industrial. Em nota a imprensa o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Alcantaro Corrêa, afirmou que a entidade é contra o Piso estadual. Para ele as empresas devem pagar os salários a partir de suas condições e particularidades. Ainda acrescenta que o piso acarretaria prejuízos para o comércio do estado.

Ivo Castanheira, diretor sindical do Departamento de Estudos e Estatísticas Socioeconômicas de Santa Catarina (Dieese/SC), considerou equivocada a posição da Fiesc. Para ele, o piso estadual melhora a condição de vida e o poder aquisitivo do trabalhador.

“Nós achamos um equívoco a posição da Fiesc. Pois na medida em que você melhora o poder aquisitivo ou distribui a renda com o empregado esse dinheiro automaticamente reforça o comércio e a produção industrial. Até o governo arrecada mais imposto para aplicar em obras sociais. Eu também não entendo como que o estado de Santa Catarina ainda não instituiu o Piso estadual, pois este estado tem um dos melhores PIB do país”.

De acordo com Ivo, se aprovado o projeto, Santa Catarina passará a ser o 9º estado da federação a contar com um piso estadual. Segundo dados do Dieese, serão mais de 400 mil trabalhadores beneficiados no estado. Dividido em quatro níveis salariais para diversas categorias, os pisos propostos pelo governo do Estado são: R$ 587,00, R$ 616,00, R$ 647,00 e R$ 679,00.

A expectativa do diretor sindical é de que o projeto seja aprovado ainda nesta semana para que posteriormente seja sancionado pelo governador Luiz Henrique.

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