Sábado, 17 de Agosto de 2013

Página Inicial>Política & Economia

PROGRAMA NACIONAL DE DST E AIDS RECEBE EMPRÉSTIMO DE US$ 67 MILHÕES DO BANCO MUNDIAL

O Governo tem investido fortemente na prevenção e tratamento do HIV/Aids e outras DSTs, focando grupos sob maior risco, e oferecendo tratamento agratuito ...

Publicada: 27/05/2010 - 17h18m|Fonte: Thiago Drummond - Projeto ORBIS|Versão para impressão|

  • PROGRAMA NACIONAL DE DST E AIDS RECEBE EMPRÉSTIMO DE US$ 67 MILHÕES DO BANCO MUNDIAL
WASHINGTON – O Banco Mundial aprovou hoje um empréstimo de US$ 67 milhões para o Projeto Aids-SUS, parte do Programa Nacional de DST e Aids, do Ministério da Saúde. O projeto busca aumentar a prevenção, a assistência e o tratamento para os grupos sob maior risco de HIV/Aids e doenças sexualmente transmissíveis (DST), e apoiar os esforços do Governo para aprimorar o desempenho do programa por meio de uma melhor governança, descentralização e gestão baseada em resultados.

“O Brasil confrontou e venceu as graves previsões iniciais sobre a propagação da epidemia, de que, no ano 2000, haveria 1,2 milhão de pessoas infectadas pelo HIV no País. Os esforços do Governo e da sociedade civil foram capazes de conter a expansão da epidemia e hoje, 10 anos depois, há cerca de 630 mil pessoas vivendo com o vírus no Brasil”, disse José Gomes Temporão, Ministro da Saúde. “Precisamos investir ainda mais em inovação e na qualificação da gestão por resultados, para obtermos novas conquistas no combate à doença. Este projeto com o Banco Mundial é de fundamental importância para atingirmos este objetivo”.

O Governo tem investido fortemente na prevenção e tratamento do HIV/Aids e outras DSTs, focando grupos sob maior risco, e oferecendo tratamento anti-retroviral gratuito a todos os pacientes identificados que se qualifiquem para isso. Entretanto, o País passa por mudanças no perfil da epidemia e busca afinar a sua política. Nos últimos anos, a epidemia está se espalhando para as mulheres, os grupos de menor renda, e para o interior.

“O programa de tratamento adotado pelo Brasil claramente salvou vidas, mas também economizou recursos. Mesmo sem considerar o impacto econômico mais amplo, o custo de tratamento é inferior à estimativa dos custos hospitalares. Esta é parte da razão pela qual muitos países estão analisando a experiência do Brasil para montar as suas próprias estratégias. À medida que o Brasil caminha para uma segunda geração de programas, e desenvolve novas respostas inovadoras para a epidemia, o Banco Mundial pode ajudar a partilhar essas experiências”, afirmou Makhtar Diop, Diretor do Banco Mundial para o Brasil.

O projeto vai melhorar a vigilância, a prevenção e o controle das DSTs e HIV/Aids entre os grupos sob maior risco. Embora o projeto não inclua o financiamento de medicamentos anti-retrovirais, ele tornará mais eficiente a gestão desses programas, ligando a alocação de recursos aos resultados esperados, apoiando ações descentralizadas do Governo e de organizações da sociedade civil (OSCs) e também aportando capacitação e inovação.

As atividades incluem:

· Treinamento em planejamento estratégico, definição de medidas de sucesso, modos de monitorar as realizações e aprendizagem nos três níveis de governo e em organizações da sociedade civil;

· Desenvolvimento de políticas, diretrizes e regulamentos técnicos para o Sistema Único de Saúde (SUS).

O projeto também irá mapear a epidemia e as ações de saúde para os grupos sob maior risco por região.

“O Brasil enfrentou de forma decidida as questões sensíveis em torno do HIV/Aids. Vontade política forte e sustentada, associada a uma gestão eficiente são essenciais para um bem sucedido programa de HIV/Aids. No Brasil, o Governo reconheceu a ameaça da epidemia e estabeleceu as bases para gerir a crise”, disse Joana Godinho, Gerente do Projeto pelo Banco Mundial.

O Banco Mundial tem sido um parceiro do Programa Brasileiro de HIV/Aids desde seu início em 1993, com quase US$ 500 milhões em quatro empréstimos. Ao todo, o Banco já investiu US$ 2,2 bilhões no sistema de saúde no Brasil desde 1976.

Este empréstimo flexível (IFL) do BIRD de US$ 67 milhões tem opção de spread variável. O repagamento é ligado ao compromisso com todas as opções de conversão. O empréstimo é reembolsável em 30 anos, com período de carência de cinco anos.

Publicado originalmente em: web.worldbank.org

Comentários dos leitores

Confira abaixo os comentários realizados pelos nossos leitores.

  • Comentário

    01

  • Porrita de cassia barbosa lima (porto velho - RO)12/07/2010 - 16h19m

    acho que devemos mesmo ter bastante projetos de informativo para a populaçao sobre aa DST´S e muita gente contraindo essas doenças.acho que deveriamos trabalhar com as familias de baixa renda que são as mais afetadas.

 
Siha nos no Twitter

Recomendações Facebook