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Programa fortalece luta de comunidades quilombolas no Rio de Janeiro e Bahia
Uma dessas lutas, segundo a assessora, é pelo reconhecimento dos territórios dos afrodescendentes.
Publicada: 27/03/2009 - 11h40m|Fonte: Adital|
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restar serviços a grupos vulneráveis histórica e culturalmente a fim de mobilizar a solidariedade ecumênica. Esse é o objetivo da Koinonia - Presença Ecumênica e Serviço. Fundada em 1994, a entidade luta pela democracia e pela afirmação dos valores ecumênicos, além de buscar a garantia de direitos da população.
Dentre os programas desenvolvidos pela instituição, destaca-se o Egbé Territórios Negros, que trabalha com comunidades afrodescendentes. De acordo com Ana Gualberto, assessora do programa, as atividades do Egbé são focadas nos terreiros de candomblé e nas comunidades quilombolas.
A assessora comenta que, atualmente, o trabalho é executado nas comunidades localizadas no Rio de Janeiro, Salvador e Sul da Bahia. Para ela, apesar da separação geográfica, a situação de exclusão vivenciada pelos grupos é parecida. Ana comenta que o Programa trabalha na luta pela garantia de direitos básicos para as comunidades.
Uma dessas lutas, segundo a assessora, é pelo reconhecimento dos territórios dos afrodescendentes. Atualmente, ela afirma que há mais de 4 mil comunidades quilombolas em todo o Brasil, mas apenas 1.029 são oficialmente reconhecidas, o que dificulta o processo de garantia de direitos.
A assessora comenta que os conflitos de terra são comuns tanto nas comunidades quilombolas quanto nos terreiros de candomblé. Além da conquista do espaço, Ana ressalta que ainda há a luta por políticas públicas para esses grupos. Ela cita que, em algumas comunidades de áreas rurais, por exemplo, a falta de infraestrutura, de educação e de saúde são fatores que dificultam a permanência dos negros no território.
De acordo com a assessora, além das questões do território, os afrodescendentes ainda sofrem com o problema racial. Ela comenta que, quando saem das comunidades para tentar emprego, muitas pessoas acabam voltando por conta da dificuldade de conseguir um trabalho, pois, muitas vezes, são vítimas do preconceito.
Dessa forma, Ana ressalta que o Programa também buscando a construção de uma autoestima positiva nas comunidades. "A ideia é fazer com que elas se orgulhem do que são", afirma. Assim, o Egbé trabalha com o resgate histórico dos grupos, realizando atividades específicas para cada comunidade. Ana ressalta que a intenção é preservar a identidade local de cada grupo, mostrando que a diferença entre as pessoas torna a sociedade mais rica. "Queremos que eles sejam vistos como realmente são", destaca.
Contato: (21) 3042-6445
As matérias do projeto "Ações pela Vida" são divulgadas com o apoio do Fundo Nacional de Solidariedade da CF 2008.
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