Sábado, 29 de Março de 2014

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Presidente de Cuba reage às críticas de desrespeito aos direitos humanos em seu país

“O que dizem 'os veículos de comunicação' sobre centros de tortura, como a Base Naval de Guantánamo"?

Publicada: 05/04/2010 - 14h47m|Fonte: Renata Giraldi - Agência Brasil|Versão para impressão|

  • Presidente de Cuba reage às críticas de desrespeito aos direitos humanos em seu país
Ao encerrar ontem (4) o 9º Congresso da Juventude Comunista, em Havana (capital de Cuba), o presidente Raúl Castro reagiu às críticas da comunidade internacional sobre o desrespeito aos direitos humanos no seu país e ao tratamento dispensando aos dissidentes do regime político. Segundo Castro, há uma “enorme campanha de difamação” contra Cuba financiada pelo “poder imperial” europeu e norte-americano.

Castro afirmou que foram feitos esforços para evitar a morte do preso político Orlando Zapata, depois de 85 dias de greve de fome, assim como há atenção à saúde de Guilherme Fariñas, que protesta há 40 dias – também está sem comer. A íntegra do discurso do presidente está no jornal oficial cubano Granma.

“Tem sido cínica e descaradamente manipulada a campanha em relação à morte de um condenado à prisão por 14 casos de crimes comuns [referindo-se a Zapata] em decorrência da mentira repetida diversas vezes e que encontra apoio financeiro do exterior a um 'dissidente político' que foi encorajado a manter uma greve de fome com as exigências ultrajantes”, afirmou o presidente cubano.

Zapata, de 42 anos, morreu no dia 24 de fevereiro. Desde então, organismos internacionais e autoridades estrangeiras defendem o fim das prisões políticas em Cuba. Também há críticas sobre o respeito aos direitos humanos no país.

No discurso de encerramento do congresso, Castro se referiu ainda a outro dissidente político Guilherme Fariñas, que há 40 dias faz greve de fome pela libertação de 26 presos políticos. “Este último [Fariñas], apesar de todas as calúnias, ele não está preso, é uma pessoa livre, que no passado cumpriu pena por crimes comuns”, disse ele. “Como no caso anterior [em relação a Zapata], está se fazendo o melhor para salvar sua vida [de Fariñas].”

O presidente cubano rebateu as críticas da comunidade internacional e lembrou da existência da Base Naval de Guantánamo, mantida pelo governo dos Estados Unidos, desde 1903. No local há presos políticos, a maioria acusada de envolvimento com grupos terroristas que teriam participado dos ataques às Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001. Há denúncias de torturas ali.

“O que dizem [os veículos de comunicação] sobre centros de tortura, como a Base Naval de Guantánamo"?

O congresso de jovens foi presidido por integrantes do governo cubano, como José Ramon Machado Ventura, primeiro vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Esteban Lazo, vice-presidente do Conselho de Estado, Ramiro Valdés e Guillermo Garcia, que participaram da Revolução Cubana em 1958.

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