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Presidente da OAB defende abertura dos arquivos da ditadura militar
Britto afirmou que a Lei de Anistia perdoou os delitos políticos de ambas as partes, mas ressaltou que “anistia não é amnési"...
Publicada: 31/03/2009 - 10h29m|Fonte: Agência Brasil|
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Brasília - Na data em que se completa 45 anos do golpe militar de 1964, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, divulgou uma nota em que defende a abertura dos arquivos da ditadura militar. “Não se trata de reabrir feridas ou buscar revanches. Trata-se de resgatar a memória do país", diz.
Britto afirmou que a Lei de Anistia perdoou os delitos políticos de ambas as partes, mas ressaltou que “anistia não é amnésia” e que “um país que não conhece sua história corre o risco de repeti-la”.
Na avaliação do presidente da OAB, manter fechados os arquivos da ditadura é sabotar a memória nacional. “Quase meio século depois daqueles tristes acontecimentos, já não são os seus [os desaparecidos políticos] que estão sendo sabotados. É a história, a memória nacional.”
A golpe de 64 deixou o Brasil sob o governo dos militares até 1985.
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