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Posição brasileira sobre clima não deve mudar

Independentemente do nome do próximo presidente brasileiro, a posição do Brasil nas negociações internacionais sobre o clima não deve mudar.

Publicada: 05/10/2010 - 15h18m|Versão para impressão|

  • A meta brasileira de redução de emissões de gases poluentes virou lei no Brasil.
  • A meta brasileira de redução de emissões de gases poluentes virou lei no Brasil.
    Foto: Reuters
Independentemente do nome do próximo presidente brasileiro, a posição do Brasil nas negociações internacionais sobre o clima não deve mudar. Isso é o que afirmam os principais negociadores brasileiros. A próxima cúpula mundial contece em dezembro em Cancún. O principal objetivo das negociações conduzidas pela ONU é chegar a um acordo para lutar contra o aquecimento global.

Os países envolvidos nas discussões tem que elaborar um texto para substituir o Protocolo de Kyoto, que vale só até 2012 e impõe metas de redução de emissões principalmente aos países desenvolvidos. O Brasil apresentará no México a mesma proposta de redução de emissões de gases que provocam o efeito estufa já apresentada na cúpula de Copenhague que terminou em fracasso, no final de 2009. Os negociadores brasileiros acreditam em avanços em Cancún.

A meta brasileira de redução de emissões de gases poluentes virou lei no Brasil. Os compromissos são voluntários, mas o país propõe reduzir as suas emissões em 36% até 2020. O chefe das negociações brasileiras sobre o Clima, o embaixador Luiz Alberto Figueiredo, diz que essa proposta ainda continua válida nas negociações internacionais.

O diretor do departamento de energia do ministério das Relações Exteriores, embaixador André Aranha Correa do Lago, ressalta que o Brasil tem uma posição especial em relação aos outros países emergentes. Segundo ele, a matriz energética brasileira é limpa, com emissões relativamente baixas, ao contrário de outras potências emergentes como China e Índia, que têm matriz fóssil. O grande problema do Brasil é o desmatamento, responsavel por grande parte de nossas emissões, mas o desmatamento das florestas brasileiras está diminuindo significativamente, comemora Correa do Lago.

A diretora da ONG The Nature Conservacy em Brasília Fernanda Carvalho, esta fazendo uma tese de doutorado na UNB sobre a evolução da posição do Brasil nas negociações climáticas internacionais desde 1997, quando foi negociado o protocolo de Kyoto. Ela diz que, quando o Brasil apresentou suas metas de redução de emissões em 2010, houve uma ruptura na posição brasileira. "Antes a posição era de veto, de não aceitar compromissos para aderir ao regime de luta contra o aquecimento global", afirma Fernanda Carvalho. Agora, "o desafio do país é implementar as suas metas", completa.

Ainda não será em Cancún que o mundo verá um acordo vinculante de redução de emissões de gases, entre 25 a 40% como aconselham os cientistas, mas haverá avanços em questões setoriais, acredita a diretora da The Nature Conservacy no Brasil.

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