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ONU: reunião do Conselho de Segurança após a condenação de Suu Kyi

NOVA YORK (ONU) - A Segurança das Nações Unidas começou a reunião de terça-feira discutindo a condenação pela justiça da opositora birmanesa Aung San Suu Kyi.

Publicada: 11/08/2009 - 21h53m|Fonte: Juliana Silveira - Redação|Versão para impressão|0 comentário(s)

  • S.O.S por Aung San Suu Kyi
  • S.O.S por Aung San Suu Kyi
    Foto: Liberation
NOVA YORK (ONU) - A Segurança das Nações Unidas começou a reunião de terça-feira discutindo a condenação pela justiça da opositora birmanesa Aung San Suu Kyi por mais 18 meses de prisão domiciliária, observou a AFP.

"Os Estados Unidos irão aderir a outros países para propor um comunicado no intuito de que o Conselho de Segurança condene a sentença da líder da oposição da Birmânia, pedindo sua liberaçao imediata", declarou a embaixadora americana da ONU, Susan Rice.

Mas a diplomata ponderou que outros países também possam ter "uma visão diferente" do caso, o que sugere que a China e a Rússia talvez queiram evitar a condenaçao do regime militar.

O diplomata francês Jean-Pierre Lacroix, cuja delegação tinha solicitado a reunião na terça-feira, entretanto, afirmou que "o Conselho deveria reagir ao que aconteceu."

Mas ele também indicou que havia pouca chance de o Conselho chegar a um acordo sobre sanções contra o regime militar. Segundo vários diplomatas, a ameaça de veto pela China ou a Rússia devem evitar qualquer sanção.

No início da terça-feira, o secretário Geral da ONU Ban Ki-moon, se juntou ao clamor provocado pela condenação da opositora birmanesa.

Ban Ki-moon, pediu à junta militar birmanesa a libertação de Aung San Suu Kyi "imediata e incondicional por considerá-la um ator fundamental no processo de diálogo e de reconciliação" nacional.

Suu Kyi, Prêmio Nobel da Paz, foi condenada terça-feira a 18 meses de prisão domiciliária, por ter alegadamente violado os termos da sua prisão domiciliária em Maio, durante hospedagem de um americano nadou para chegar até sua casa.

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Segundo a AFP os membros do Conselho de Segurança da ONU se separaram nesta terça-feira sem chegar a um acordo sobre um comunicado condenando a decisão do regime birmanês de ampliar em 18 meses a prisão domiciliar da opositora Aung San Suu Kyi.

"Vamos retomar as discussões amanhã (quarta-feira)", anunciou o embaixador britânico na ONU, John Sawers, que preside o Conselho este mês.

Várias delegações expressaram o desejo de consultar suas capitais sobre o projeto de comunicado, acrescentou.
O texto defendido pelos Estados Unidos "condena a sentença imposta a Aung San Suu Kyi e expressa preocupação com o impacto político desta decisão sobre a situação em Mianmar" (o nome oficial da Birmânia).

O texto conclama o regime birmanês a "libertar Aung San Suu Kyi e todos os outros prisioneiros políticos". Ele também ressalta a necessidade de se "estabelecer as condições necessárias à instalação de um processo político e eleitoral que permita a participação de todos os atores políticos".

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