Segunda-Feira, 27 de Outubro de 2014

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Ofensiva militar israelense na Palestina completa sete dias com 172 mortos e 1.154 feridos

Entre os mortos, foram identificadas 36 crianças e 32 mulheres, segundo o serviço de Emergência palestino, que alerta para a baixa de mais de 80 civis nos ataques

Publicada: 14/07/2014 - 17h04m|Fonte: Opera Mundi |Versão para impressão|

  • Hospital na Jordânia recebe palestino ferido durante ataques de Israel na noite de domingo (13/07).
  • Hospital na Jordânia recebe palestino ferido durante ataques de Israel na noite de domingo (13/07).
    Foto: Agência EFE
Pelo menos cinco palestinos morreram e outros dez ficaram feridos em três ataques aéreos do Exército de Israel sobre o sul da Faixa de Gaza na noite de domingo (13/07). Os bombardeios elevaram o número de mortos para 172 – além dos 1.154 feridos – desde o início da Operação Margem Protetora, que entra em seu sétimo dia nesta segunda-feira (14/07).

Uma criança e seus pais foram três das cinco vítimas dos bombardeios do Exército israelense sobre a cidade de Rafah e o campo de refugiados de Khan Yunes, segundo informação do porta-voz dos serviços de emergência, Ashraf al Qedra.

"Desde o começo da agressão militar israelense e os ataques aéreos sobre nosso povo em Gaza na terça-feira, 172 palestinos foram assassinados e 1.154 feridos, destacando que mais de 80 dos falecidos eram civis", assinalou o porta-voz.
Entre as vítimas foram identificadas 36 crianças e 32 mulheres e entre os feridos, 350 menores e mais de 460 mulheres. As "Brigadas de Ezedin al Qassam", braço armado do Hamas, e outras milícias palestinas reivindicaram a autoria do disparo de foguetes a regiões e cidades do norte, centro e sul de Israel.

No total, o Exército israelense notificou que 130 foguetes tinham sido lançados em direção ao seu território, dos quais 100 caíram e 22 foram interceptados pelo sistema de defesa antimísseis "Cúpula de Ferro"

Incursão terrestre

No domingo, Israel empreendeu sua primeira incursão terrestre em território palestino desde o início da Operação Margem Protetora. Em uma ação aparentemente pontual, oficiais da Marinha israelense trocaram tiros com homens armados do Hamas com o alegado objetivo de desativar um local utilizado como base para lançamento de foguetes contra Israel.

Segundo o Exército israelense, os militares tiveram êxito na missão e permaneceram em território palestino por cerca de 30 minutos sob a cobertura de helicópteros da artilharia israelense; quatro soldados tiveram ferimentos leves. Segundo reporta a Reuters, o Hamas afirma ter atirado nos marines israelenses que chegavam pelo litoral, impedindo-os de pisar em Gaza.

Em busca de refúgio, milhares de palestinos estão se dirigindo para instalações da agência da ONU que lida com o caso, a UNRWA. Depois que os aviões israelenses lançaram panfletos advertindo sobre o forte bombardeio nas cidades do norte, o fluxo de carros, mortos e até carroças puxadas com burros se intensificou.

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