Tropas antimotins cercaram nesta quinta-feira um protesto da Frente Nacional contra o Golpe de Estado em Honduras.
A Frente de Resistência contra o Golpe de Estado em Honduras denunciou, nesta quinta-feira, o governo de Roberto Micheletti de obstruir o curso das negociações que ocorrem desde 7 de outubro passado, sob a coordenação da Organização de Estados Americanos (OEA), pelo que consideram que a solução ao conflito continua se afastando.
O diálogo para as negociações entrou em seu terceiro dia de paralisação, pois o governo golpista de Roberto Micheletti segue mantendo sua posição de retardar o processo de conversação para ir às eleições presidenciais previstas para o próximo mês de novembro e não devolver o cargo que legalmente corresponde ao mandatário constitucional.
Por outra parte, apresentou-se um novo foco de tensão no país centro-americano quando a polícia de fato começou a exigir a necessidade de permissão 24 horas antes para a realização de manifestações, depois que o governo golpista derrogou o estado de exceção no país.
Tropas antimotins cercaram nesta quinta-feira um protesto da Frente Nacional contra o Golpe de Estado em Honduras. Mesmo assim, os uniformizados de fato impediram seus integrantes de realizar uma marcha até o centro da capital como tinham previsto.
Representantes de Zelaya e do presidente de fato congelaram as conversas na noite desta quarta-feira, depois do cruzamento de propostas e contrapropostas desde sexta-feira passada. No entanto, o mandatário legítimo tem alargado a data do prazo que havia estipulado há seis dias (15 de outubro) para que se tome uma decisão.
O presidente Zelaya "tem feito todas as concessões possíveis para assegurar o êxito do diálogo e a saída política da crise", manifestaram os delegados do mandatário legítimo.
Os delegados zelayistas anunciaram em um comunicado que o diálogo segue aberto, mas não voltará à mesa até receber propostas sérias que conduzam a uma solução negociada do conflito.