Quinta-Feira, 10 de Outubro de 2013

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Novo barco tentará furar bloqueio a Gaza apesar de alerta de Israel

Um barco irlandês se encontra no Mar Mediterrâneo a caminho da costa de Gaza, com a intenção de tentar furar o bloqueio de Israel e levar ajuda à Gaza.

Publicada: 02/06/2010 - 09h15m|Fonte: BBC|Versão para impressão|

  • Último barco de frota segue rumo a Gaza apesar de alerta de Israel
  • Último barco de frota segue rumo a Gaza apesar de alerta de Israel
Navio irlandês que ficou para trás por causa de problemas mecânicos transporta entre os passageiros mulher Prêmio Nobel da Paz.

O barco irlandês se encontra no Mar Mediterrâneo a caminho da costa de Gaza, com a intenção de tentar furar o bloqueio de Israel e levar ajuda à população local, apesar dos alertas das forças de segurança israelenses de que ele poderia ser interceptado.

O barco irlandês fazia parte da frota que foi atacada por soldados israelenses no fim de semana, mas tinha ficado para trás por causa de problemas mecânicos.

O barco, comprado por ativistas pró-palestinos, leva o nome de Rachel Corrie, americana de 23 anos morta em Gaza em 2003 ao tentar impedir uma escavadeira de demolir uma casa palestina.

Entre seus seus passageiros está a ganhadora do prêmio Nobel da Paz Mairead Maguire.

Em entrevista à BBC Brasil, Mary Hughes, da ONG Free Gaza, disse que há 10 pessoas a bordo do barco e que este se encontrava, pela manhã desta quarta-feira, perto da costa grega.

Apesar dos alertas israelenses, o grupo espera que Israel permita sua entrada na Faixa de Gaza com segurança.

"Espero que nós consigamos chegar a Gaza e fornecer ajuda humanitária", disse Mairead Maguire em uma entrevista à BBC na terça-feira.

"Os portos (em Gaza) permaneceram fechados por mais de 40 anos. Não é nem muito o fato de não conseguirmos entrar, é que o povo de Gaza não consegue sair", afirmou a pacifista da Irlanda da Norte, que dividiu o prêmio Nobel em 1976 com Betty Williams pelos esforços de ambas na busca por uma solução pacífica para os conflitos na província britânica.

"Você tem 1,5 milhão de pessoas, é o tamanho da população da Irlanda do Norte isolada completamente do mundo por este cerco desumano e ilegal de Gaza."

Apelo irlandês

O primeiro-ministro da Irlanda, Brian Cowen, fez um apelo para que Israel deixe o barco cumprir sua missão.

"O governo requisitou formalmente ao governo israelense que permita que o barco de propriedade irlandesa... complete sua jornada desimpedido e descarregue sua carga humanitária em Gaza", afirmou Cowen ao Parlamento em Dublin.

Em Israel, o presidente do comitê de Relações Exteriores e Defesa do Parlamento israelense, Tzachi Hanegbi, disse que seu país "não pode deixá-los (os barcos) borrar a linha vermelha que Israel definiu".

Um oficial das Forças de Defesa de Israel disse ao jornal israelense Haaretz que o novo barco também seria interceptado, o que poderia resultar em confrontos parecidos com os registrados na última segunda-feira.

"Nós estamos prontos para o Rachel Corrie", afirmou o israelense.

Deportação

O governo de Israel começou a deportar nesta quarta-feira um grupo de mais de cem ativistas que tinham sido detidos na operação militar da segunda-feira.

Cento e vinte e três ativistas de 13 países - entre eles Turquia, Malásia, Indonésia, Barein, Kuwait e Paquistão - foram levados de ônibus para a Jordânia, onde uma multidão de simpatizantes os aguardava. Eles foram recebidos com palmas e cantoria depois de 10 horas de espera, informou o correspondente da BBC na fronteira, Dale Gavlak.

Outros 50 ativistas turcos foram libertados da prisão e também serão deportados, informaram as autoridades oficiais.

Centenas de ativistas deverão ser deportados nos próximos dois dias. Ao todo, 670 pessoas tinham sido presas na ação.

O ataque das forças israelenses à frota, que pretendia levar ajuda humanitária a Gaza, deixou nove ativistas mortos e provocou reações negativas de boa parte da comunidade internacional.

O governo de Israel diz que as tropas israelenses agiram em legítima defesa no episódio, depois de serem atacadas. Os ativistas insistem que os soldados israelenses abriram fogo sem motivo e começaram a atirar ainda dos helicópteros que sobrevoavam as embarcações.

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