Aprovação de Dilma Rousseff aumenta de 67% para 71% e avaliação positiva do governo, de 48% a 51%.
Aprovação de Dilma Rousseff aumenta de 67% para 71% e avaliação positiva do governo, de 48% a 51%. Segundo pesquisa Ibope feita a pedido da Confederação Nacional da Indústria, brasileiro acha que noticiário ficou um pouco mais positivo para o governo.
Com clima melhor, cresce aprovação de oito áreas federais. Sem verba, saúde é a pior.
Os índices de popularidade da presidenta Dilma Rousseff subiram de julho para setembro, período em que as pessoas tiveram uma percepção de que o noticiário tornou-se mais favorável ao Palácio do Planalto. Esse clima menos negativo, apurado em pesquisa do Ibope divulgada nesta sexta-feira (30/09), também ajudou a melhorar a aprovação do governo em oito de nove áreas específicas e as expectativas sobre o rumo da gestão petista.
Segundo o levantamento, feito por encomenda da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a avaliação positiva do governo, somando-se votos de “ótimo” e “bom”, aumentou de 48% para 51%, entre a pesquisa realizada de 28 a 31 julho e a atual (16 a 20 de setembro). A avaliação negativa (votos “ruim” e “péssimo”) recuou dentro da margem de erro de dois pontos percentuais (de 12% para 11%).
Para 56%, o governo será ótimo ou bom até o fim do mandato de Dilma (eram 55% antes). A expectativa negativa (ruim e péssimo) caiu de 13% para 11%. As duas oscilações ficaram abaixo da margem de erro.
A aprovação individual da presidenta avançou de 67% para 71%, enquanto a confiança nela cresceu de 65% para 69%. Nos dois casos, houve variação acima da margem de erro.
Para 27% dos 2.002 mil entrevistados, o noticiário recente tem sido mais favorável ao governo, do que neutro ou negativo. Em julho, esse percentual era de 23% e perdia para a percepção oposta (25%). Agora, há 21% que acham o noticiário mais desfavorável ao governo. Já 35% acreditam que foi neutro (eram 30% em julho). O resto não soube opinar.
Em julho, as duas notícias mais lembradas pelas pessoas eram negativas para o governo: denúncias de corrupção no ministério dos Transportes (21%) e demissão do ex-ministro Antonio Palocci, cujo enriquecimento levantou suspeitas (14%).
Agora, a primeira mais lembrada também era desfavorável ao governo – denúncias de irregularidades em diversos ministérios (Transportes, Agricultura, Turismo), com 19%. Mas a segunda era favorável a Dilma: “faxina” e postura rígida dela contra acusações de corrupção (13%).
Neste ambiente, a aprovação presidencial aumentou sobretudo entre os homens (de 67% para 72%), pessoas que estudaram até a quarta série (69% para 77%), moram na região Sul (61% para 75%, ganham de 5 a 10 salários mínimos ou de um a 2 (alta de 5 pontos percentuais) e têm de 25 a 29 anos (de 63% para 68%).
O mesmo aconteceu com diversas áreas específicas de atuação do governo que foram objeto da pesquisa. Em oito delas, a aprovação popular subiu: combate à fome, combate ao desemprego, meio ambiente, educação, saúde, segurança, impostos e juros. Apenas o item “combate à inflação” manteve a mesma aprovação anterior.
O combate à fome continua sendo a mais bem avaliada (59%). Já a saúde isolou-se no polo oposto – em julho, dividia a lanterna com impostos, ambos com 69% de desaprovação; agora, a saúde tem 67% e os impostos, 66%.
O governo gostaria que o Congresso ajudasse a criar uma nova fonte de recursos para investir na saúde. Mas, por ora, a maioria dos parlamentares não está disposta a enfrentar o desgaste de aprovar outro imposto.