Domingo, 21 de Novembro de 2010

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Nota alta na prova do Enem vai decidir vaga na UFRGS

"O Enem entra na média final para ajudar o estudante", explica Roberto Macedo, coordenador de informática do concurso.

Publicada: 24/07/2009 - 11h31m|Fonte: Globo.com - G1|Versão para impressão|0 comentário(s)

Uma boa nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) poderá definir uma vaga na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) no próximo vestibular, ainda mais se o candidato estiver disputando as últimas vagas em cursos muito concorridos, como medicina, no qual centésimos podem decidir a classificação.

A universidade criou uma fórmula inédita que beneficiará até mesmo os candidatos que não forem bem no exame. Conforme a decisão, anunciada oficialmente na quarta-feira, o Enem será um bônus para todos os candidatos que optarem pelo uso da nota no vestibular da UFRGS.

Quem gabaritar o exame, que será aplicado neste ano nos dias 3 e 4 de outubro, ganhará até 13,53 pontos, que serão acrescentados à média harmônica. Quem for mal não será prejudicado, apenas ganhará menos pontuação.

Para garantir o benefício da prova nacional, sem prejudicar o vestibulando, a instituição vai calcular a média da prova do Enem separadamente. Assim, o desempenho no Enem não poderá interferir na média harmônica das nove provas da universidade.

" A ideia é incentivar a participação dos alunos do Ensino Médio no Enem, já que a pontuação obtida representará um bônus", explica o reitor da UFRGS, Carlos Alexandre Netto.
Cálculos definidos

No Centro de Processamento de Dados da UFRGS, os cálculos para o próximo concurso já estão definidos. Eles foram aprovados pelo Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão (Cepe), sem a necessidade de ratificação do Conselho Universitário, porque as novas regras não mudam o processo de seleção.

"O Enem entra na média final para ajudar o estudante", explica Roberto Macedo, coordenador de informática do concurso.

Para o professor Flávio Azevedo, do curso Unificado, que acompanha o vestibular da UFRGS há mais de 20 anos, a proposta da instituição é a menos “maléfica” para o estudante. Para o professor, a decisão da universidade vai ajudar a acalmar os alunos que estão ansiosos com as mudanças promovidas em tempo recorde nos processos de seleção do país.

"Acredito que a grande decisão da UFRGS foi não abrir mão do seu vestibular, que chegou a um nível de muita qualidade ao longo de anos de estudo e aperfeiçoamento", diz Azevedo.

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