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Nossa melhor arma é nossa unidade, afirma Hollande após ataque à Charlie Hebdo

Presidente francês decreta luto em território nacional e marca encontro com representantes do Parlamento para debater segurança no país

Publicada: 07/01/2015 - 21h52m|Fonte: Opera Mundi|Versão para impressão|

  • Pronunciamento do Presidente da França François Hollande, após o Atentado ao Charlie Hebdo.
  • Pronunciamento do Presidente da França François Hollande, após o Atentado ao Charlie Hebdo.
    Foto: PalaisElysée
Horas após o tiroteio na redação da revista satírica “Charlie Hebdo, quando pelo menos 12 pessoas foram mortas em Paris, o presidente da França, François Hollande, decretou luto nacional e declarou que a melhor arma dos franceses é a unidade, durante pronunciamento oficial em rede nacional nesta quarta-feira (07/01).

“Forças de segurança serão deslocadas para todos os locais onde poderiam apresentar uma ameaça. Nossa melhor arma é a nossa unidade. Nada nos deve nos opor, dividir ou separar”, anunciou o chefe de Estado. "Hoje foi a república inteira que foi atingida", acrescentou.

Trata-se da quinta vez que é decretado luto nacional na história recente do país. Outras três vezes tinham acontecido na ocasião da morte de presidentes, como foram os casos de Charles de Gaulle (1970), Georges Pompidou (1974) e François Mitterrand (1996). A quarta situação foi após o atentado de 11 de setembro de 2011, nos Estados Unidos.

“Esses homens e mulher foram mortos pela ideia que tinham da França, isto é, da liberdade. Hoje, são nossos heróis”, elogiou Hollande. “A liberdade será sempre mais forte que a barbárie”, completou, agradecendo ainda as mensagens de solidariedade de outros líderes mundiais, como o premiê britânico, David Cameron, e a chanceler alemã, Angela Merkel.

"Nosso objetivo e dever é garantir a proteção de todos os franceses em todos os pontos do território. É a razão pela qual o primeiro-ministro, Manuel Valls, decidiu implantar o ‘plan vigipirate attentat’ (plano de urgência contra atentados)", declarou hoje o ministro do interior, Bernard Cazeneuve. Trata-se de uma medida de segurança implementada na região de Paris que inclui uma presença maior de policiais em vias públicas, principalmente ao redor de escolas, grandes lojas e transportes coletivos.

Hollande se encontrará na quinta-feira (08/01) com as forças representativas do Parlamento francês com o intuito de encontrar uma solução em conjunta para encontrar os autores do tiroteio e garantir segurança no país. Amanhã ainda haverá, às 12h, um momento de silêncio em território nacional. Este é o ataque mais grave em território francês nos últimos 50 anos, o que também deixou outras capitais em estado de alerta, como Madri, Londres e Berlim.

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