Sábado, 17 de Agosto de 2013

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Mursi chama para o diálogo, mas não cede às reivindicações da oposição

Mohamed Mursi diz que não vai recuar. Nem aceita o referendo nem retira o decreto.

Publicada: 07/12/2012 - 09h45m|Fonte: A Redação|Versão para impressão|

  • Mursi chama para o diálogo, mas não cede às reivindicações da oposição
Alberto Pradilla
Gara


Mohamed Mursi diz que não vai recuar. Nem aceita o referendo nem retira o decreto, como disse em um discurso para a televisão em que convidou a oposição à mesa de negociações. Hoje está prevista uma nova manifestação de protestos no Cairo.

Ele não disse nada. Nem revogou o decreto, nem suspende o referendo constitucional. "Nos toma por estúpidos!" A resposta de Elsayed, opositor egípcio, que participava hoje da concentração em frente ao palácio principal.

Depois dos graves enfrentamentos dessa semana, que deixaram um saldo de 7 mortos e centenas de feridos, se havia gerado muita expectativa da oposição. O chefe de Estado convocou para uma jornada de diálogo para essa manhã, mas manteve a consulta prevista para o próximo dia 15.

Acabado o discurso, centenas de pessoas que se encontravam na frente da Guarda Republicada que bloqueava o acesso aà sede do governo mostraram sua decepção diante do comunicado. Registrou-se alguns instantes de tensão, mas não ocorreram maiores incidentes.

A oposição egípcia une diversos setores que vão desde os revolucionários, que tomaram as ruas contra Hosni Mubarak, liberais e até mesmo pessoas associadas com o antigo regime, virá para as ruas de novo hoje.

Mursi alega que é preciso distinguir entre as reivindicações legítimas da população e aquelas que são feitas para desestabilizar o seu governo. O governante afirma que muitos manifestantes foram pagos para criar tumulto entre os manifestantes, o que gerou o estado de violência.

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