Quinta-Feira, 31 de Julho de 2014

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Mubarak inicia período de transição com a instalação de duas comissões

“Chegamos a um consenso com o diálogo em nível nacional. Um cronograma claro será anunciado para a transição pacífica”, disse Suleiman...

Publicada: 08/02/2011 - 17h33m|Versão para impressão|

Depois de 15 dias de manifestações de protesto contra o presidente do Egito, Hosni Mubarak, o governo anunciou hoje (8) o começo do processo de transição, com a instalação de duas comissões que vão por em prática os acordos fechados com a oposição e tratar de mudanças constitucionais. Segundo o vice-presidente Omar Suleiman, que fez o anúncio, haverá um cronograma a ser seguido.

“Chegamos a um consenso com o diálogo em nível nacional. Um cronograma claro será anunciado para a transição pacífica”, disse Suleiman, que foi nomeado por Mubarak o mediador das negociações com a oposição. “O presidente [Mubarak] decidiu formar um comitê constitucional para examinar as emendas constitucionais que vêm sendo solicitadas.”

Porém, os vários segmentos oposicionistas defendem a saída imediata de Mubarak e insistem em manter os protestos até que o presidente abra mão do poder. No entanto, Mubarak informou apenas que não se candidatará em setembro à reeleição e que ficará até o final do seu mandato – que acaba em dezembro de 2011.

Apesar da controvérsia, o vice-presidente reiterou a importância das comissões. “[As comissões vão trabalhar de forma] transparente no que for concordado entre as partes envolvidas no diálogo nacional", disse ele. Suleiman também garantiu que serão investigados os casos de violência registrados nos dias de protestos.

Para Suleiman, com diálogo, é possível encerrar a onda de protestos no país. "O presidente vê com bons olhos essa harmonia e acredita que ela nos coloca no caminho para sair da atual crise", disse ele. No entanto, dezenas de milhares de manifestantes voltaram a ocupar hoje a Praça Tahir, no Cairo.

De acordo com a organização não governamental Human Rights Watch, o governo Mubarak, por meio do Serviço de Saúde, oculta o número de mortos e feridos nos conflitos registrados no país. Pelos dados das Nações Unidas, são pelo menos 300 mortos e cerca de 3 mil feridos.

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