Quinta-Feira, 10 de Outubro de 2013

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Movimento quer inventor brasileiro do rádio incluído em currículos escolares

Apesar de toda a documentação, experimentos públicos e até reportagens sobre os trabalhos de Landell a fama de "pai do rádio" acabou ficando para um italiano..

Publicada: 22/01/2011 - 20h10m|Fonte: Daniel Mello - Agência Brasil|Versão para impressão|

  • Movimento quer inventor brasileiro do rádio incluído em currículos escolares
São Paulo – O padre brasileiro Landell de Moura, que inventou o rádio há mais de 100 anos, ainda não é apresentado nas escolas como um dos grandes idealizadores das telecomunicações. É justamente esse descuido histórico que o Movimento Landell de Moura (MLM) busca corrigir. A organização é formada por pesquisadores, jornalistas e entusiastas do rádio.

Segundo um dos integrantes do movimento, o jornalista Eduardo Ribeiro, o abaixo-assinado eletrônico pedindo uma posição oficial sobre a reivindicação conseguiu, somente nessa sexta-feira (21), cerca de 300 assinaturas. O apoio cresceu devido à divulgação de informações sobre o inventor, por conta dos 150 anos de seu nascimento em Porto Alegre (RS).

Mas as assinaturas no documento são pouco perto da “magnitude do movimento”, de acordo com Ribeiro. “O que realmente faz a diferença é a divulgação ampla, sobretudo pelos meios de comunicação”. Além disso, ele destaca as ações de reconhecimento pontuais feitas por órgãos públicos. Ontem, por exemplo, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) colocou em circulação um selo em homenagem ao padre.

Apesar de toda a documentação, experimentos públicos e até reportagens sobre os trabalhos de Landell para a transmissão de voz pelo ar sem condutores, a fama de "pai do rádio" acabou ficando para o italiano Guglielmo Marconi. Ribeiro atribui o desfecho a diversos fatores, entre eles a nomenclatura dos inventos e o conservadorismo da sociedade brasileira à época.

Na opinião do jornalista, “o caldo cultural do Brasil” no período não era favorável a Landell. “Os mais graduados o viam como louco e os menos graduados achavam que ele falava com o demônio”.

Houve ainda a questão dos nomes dos inventos. Como o de Marconi se chamava radiotelégrafo, por transmitir o Código Morse sem o uso de cabos, os créditos de tudo que era relacionado acabaram ficando para o italiano. Isso ocorreu mesmo com Landell tendo feito, 15 anos antes de Marconi, em 1900, uma demonstração pública, na Avenida Paulista, da transmissão de voz pelo ar.

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