Sábado, 17 de Agosto de 2013

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Movimento contra reforma das aposentadorias se radicaliza na França

Os ferroviários aprovaram greve por tempo indeterminado a partir de 12 de outubro e devem ser seguidos pelos portos, aeroportos, além do metrô de Paris.

Publicada: 07/10/2010 - 09h36m|Versão para impressão|

  • Manifestação nas ruas de Marselha, sul da França, contra a reforma da aposentadoria.
  • Manifestação nas ruas de Marselha, sul da França, contra a reforma da aposentadoria.
    Foto: Reuters
Os ferroviários aprovaram greve por tempo indeterminado a partir de 12 de outubro e devem ser seguidos pelo pessoal de portos, aeroportos, além do metrô de Paris. Temendo as consequências dessa radicalização, o presidente Nicolas Sarkozy anunciou nesta quinta-feira melhorias no projeto de reforma em tramitação no Senado.

O governo francês recua um pouco na polêmica reforma da previdência social para garantir o apoio dos senadores centristas, fundamental para a provação do projeto de lei que tramita no Senado desde a última terça-feira.

O presidente Nicolas Sarkozy autorizou uma emenda no texto beneficiando pais e mães que interromperem o trabalho, por pelo menos um ano, para cuidar de filhos. Concretamente, eles poderão continuar a se aposentar com salário integral a partir de 65 anos, e não aos 67 anos como propõe a reforma para o restante dos trabalhadores.

A emenda também beneficia os pais de crianças deficientes e vale por um período transitório de 5 anos. Com esse gesto, o governo espera também acabar com a resistência dos sindicatos ao projeto e interromper os protestos contra a reforma que mantém, como principal medida, o aumento da idade mínima para a aposentadoria de 60 para 62 anos.

Mas as centrais sindicais reivindicam a retirada do projeto, que já foi aprovado pelos deputados, e negociações efetivas entre governo, patrões e trabalhadores para a elaboração de um texto consensual.

As categorias que farão greve no próximo dia 12, a quarta jornada nacional contra a reforma da aposentadoria, se multiplicam. Muitas delas, como ferroviários, metroviários e portuários, anunciam uma paralisação por tempo intedeterminado, deixando no ar a ameaça de que a França vai parar como no período da greve geral realizada em 1995.

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