Sábado, 29 de Março de 2014

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Miniaviões não tripulados vão patrulhar o Rio de Janeiro

O equipamento é lançado através de um elástico ou por minicatapulta. O raio de ação é de 15 quilômetros e as imagens são repassadas por vídeo em tempo real.

Publicada: 27/05/2010 - 20h08m|Fonte: DefesaNet|Versão para impressão|

  • A alta tecnologia vai custar R$ 1,2 milhão aos cofres públicos.
  • A alta tecnologia vai custar R$ 1,2 milhão aos cofres públicos.
Os miniaviões espiões Skylark 1-LE vão sobrevoar, nesta quarta-feira, os céus do Rio de Janeiro numa demonstração na Restinga de Marambaia no Centro de Avaliações do Exército (CAEx) para a prefeitura.

É a primeira vez que vai acontecer a apresentação dos veículos aéreos não tripulados israelenses pela empresa que está fechando a negociação com o município.

Três equipamentos devem ser comprados para ajudar não somente na fiscalização de festas, como Réveillon e Carnaval, mas também para flagrar abusos de servidores, como o recebimento de propina em casos de operações nas ruas.

A alta tecnologia vai custar R$ 1,2 milhões aos cofres públicos. A compra, no entanto, esbarra num problema de tráfego aéreo. É preciso autorização do Departamento de Controle do Espaço Aéreo para que os modelos sejam usados na cidade que seria a primeira do país a adotá-los.

Há risco de acidente e um plano de voo deve ser previamente apresentado ao órgão competente: "Nosso interesse é grande, mas não podemos ter um abacaxi em mãos. Assim que esse problema for solucionado, podemos fechar a negociação", disse o secretário de Ordem Pública, Alex Costa.

Usados em operações militares no Líbano, Faixa de Gaza, Iraque e Afeganistão, as aeronaves que devem ser adquiridas pela prefeitura sobrevoam por quase duas horas e vão auxiliar no mapeamento de encostas, ajudar no monitoramento de deslizamentos e em atuações das equipes de Choque de Ordem nas praias e no entorno do Maracanã.

A tecnologia permite que as operações sejam realizadas inclusive durante a noite. "Com a aquisição do Skylark, vamos racionalizar a mão de obra nas ruas. A ideia é que, em grandes eventos, a gente possa fazer uma distribuição melhor dos agentes, porque teremos um olhar de cima detalhado da situação", afirmou Alex Costa, lembrando que os equipamentos serão usados na Copa de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016.

As imagens que serão captadas pelos miniaviões formarão um banco de dados digital da Prefeitura do Rio. O material vai servir para que as secretarias municipais de Urbanismo e a de Obras façam o controle do processo de favelização na cidade. Além disso, o que for captado poderá auxiliar os trabalhos de investigação das polícias Civil e Militar, já que as câmeras conseguem flagrar assaltos e bandidos armados.

"Não temos papel de polícia, mas se tivermos algo que pode auxiliá-los, claro que faremos isso. As imagens da CET-Rio já foram requisitadas várias vezes e o mesmo deve acontecer com o que for captado pelos nossos Skylarks", disse o secretário da Ordem Pública, Alex da Costa.


O equipamento é lançado através de um elástico ou por minicatapulta. O raio de ação é de 15 quilômetros e as imagens são repassadas por vídeo em tempo real. O controle é feito por uma estação móvel do tamanho de notebook. O trajeto feito pelo miniavião pode ser feito minutos antes, já que a montagem do aparelho é feita em apenas 10 minutos.

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