Segunda-Feira, 27 de Dezembro de 2010

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Médico acusado de pedofilia e aborto é preso por força-tarefa em Curitiba

O médico recebia em seu consultório, geralmente depois das 19 horas, adolescentes entre 12 e 17 anos para práticas sexuais, mediante pagamento em dinheiro, via

Publicada: 28/09/2009 - 02h15m|Fonte: AE|Versão para impressão|1 comentário(s)

  • Médico acusado de pedofilia e aborto é preso por força-tarefa em Curitiba

  • Foto: Oswaldo Ribeiro / SESP.
Uma força-tarefa formada por policiais civis, militares e equipes do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e Ministério Público do Paraná estourou na manhã deste sábado (26) uma clínica médica no centro de Curitiba, onde eram praticados abortos e cometidos abusos sexuais contra adolescentes.

No local foram presos o médico ginecologista e obstetra Rafael Pedral Sampaio Cunha, as enfermeiras Maria do Carmo Maciel, Aparecida Viviane, duas colaboradoras da clínica Edwieges Cunico e Rosimere Bahls, além de Eliza Maria Suchtek, que teria acabado de realizar um aborto. Um feto de 5 meses também foi encontrado no local.

De acordo com o coordenador do Gaeco, regional Curitiba, Vani Antônio Bueno, as investigações foram iniciados em julho deste ano e constataram que o médico recebia em seu consultório, geralmente depois das 19 horas, adolescentes entre 12 e 17 anos para práticas sexuais, mediante pagamento em dinheiro, viagens e outros benefícios.

O Ministério Público apurou que as meninas eram levadas até o local por Rosimere Bahls, que também teve sua prisão decretada. “As meninas freqüentavam o consultório em média duas vezes por semana, onde mantinham relações sexuais com o médico e em troca eram presenteadas com celulares, envelopes com dinheiro e outras coisas”, comentou o coordenador do Gaeco.

No local ainda eram realizados abortos, segundo apontou a investigação. O consultório mantido há pelo menos dez anos pelo médico, teria sido usado exclusivamente para a prática de abortos. “Estima-se que em média eram feitos 15 abortos todos os meses”, afirmou Bueno.

O Ministério Público constatou o médico cobrava a quantia de R$ 200,00 por consulta e o preço do procedimento de aborto variava de acordo com o período de gestação em que as mulheres se encontravam, partindo de R$ 1 mil até R$ 5 mil.

As mulheres presas serão encaminhadas para o Centro de Triagem I em Curitiba e o médico ficará preso no Centro de Triagem II em Piraquara.

Comentários dos leitores

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  • Comentário

    01

  • Portarcisio (recife - PE)28/09/2009 - 17h18m

    Viva a polícia paranaense!!!!

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