Domingo, 28 de Julho de 2013

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Marinha chilena revela como vai retirar mineiros presos

Uma grande cápsula, como um engradado de metal, está sendo concebida nos canteiros navais do Chile para trazer à superfície os 33 mineiros bloqueados há 1 mês.

Publicada: 05/09/2010 - 12h38m|Versão para impressão|

  • Os mineiros terão que passar meses no fundo da mina, antes de ser salvos.
  • Os mineiros terão que passar meses no fundo da mina, antes de ser salvos.
    Foto: REUTERS
RFI
Uma grande cápsula, como um engradado de metal, está sendo concebida nos canteiros navais do Chile para trazer à superfície os 33 mineiros bloqueados há quase um mês, a 700 metros de profundidade, na mina San José, no norte do país.


A cápsula será alimentada com oxigênio e equipada com sistemas de comunicação, câmera de vigilância e tiras resistentes para amarrar os homens e que permitam, dentro do possível, a imobilização das pernas durante o trajeto até a superfície.

Esta é a descrição do sistema feita pelo comandante da Marinha chilena, Sergio Sandoval, ao
Canal de TV 24 Horas.

A cápsula também será dotada de um dispositivo de segurança para que os mineiros possam se liberar e voltar para o fundo, caso fiquem bloqueados no meio do caminho. O cálculo é que cada mineiro levará cerca de uma hora para ir do fundo até a saída da mina.

A cápsula descerá por um caminho de 70 cm de diâmetro, que já começou a ser cavado no começo da semana. A obra deve durar de três a quatro meses, segundo as autoridades.

Solidariedade

Para amenizar a angústia dos mineiros, compartilhar a experiência do sofrimento e, principalmente, levar esperança a eles, quatro uruguaios que passaram por uma experiência terrível decidiram visitá-los.

Trata-se de alguns dos sobreviventes do acidente aéreo em outubro de 1972, na Cordilheira dos Andes, com 45 pessoas de uma equipe de rugby a bordo. Somente 16 sobreviveram à fome e ao frio e eles chegaram a comer a carne dos companheiros mortos no acidente.

Diante da mina San José, Gustavo Zerbino, Pedro Algorta, José Luis Inciarte e Ramon Moncho Sabella declararam, emocionados: "Estamos aqui pela necessidade de devolver ao povo chileno tudo o que nos deram".

Eles citaram o ponto comum entre as duas tragédias, a do acidentados e a dos mineiros: a alegria de estar vivo e a vontade de continuar a viver.

TAGS: CHILE

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