Quinta-Feira, 10 de Outubro de 2013

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Lula volta a defender diálogo com Irã e critica "tutela da paz" dos EUA

“As condições aceitas pelo Ahmadinejad eram exatamente as mesmas propostas pelo Obama. Mesmo assim Conselho de Segurança da ONU resolveu punir o Irã".

Publicada: 20/12/2010 - 13h07m|Fonte: Priscilla Mazenotti - Agência Brasil|Versão para impressão|

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a rebater hoje (20) as críticas à interferência do Brasil na defesa política nuclear do Irã, quando conversou com o presidente Mahmud Ahmadinejad sobre enriquecimento de urânio. Lula disse que, poucos dias antes de conversar com o presidente iraniano, recebeu uma carta do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que apresentou algumas condições.

Durante as negociações, segundo Lula, Ahmadinejad disse que estava disposto a sentar à mesa de negociação com a Comissão de Genebra. “As condições aceitas pelo Ahmadinejad eram exatamente as mesmas propostas pelo Obama. Mesmo assim, os países do Conselho de Segurança da ONU [Organização das Nações Unidas] resolveram punir o Irã”, disse Lula. “Era preciso punir o Irã porque Brasil e Turquia tinham se metido numa seara que não era considerada de país emergente, mas apenas do Conselho de Segurança [das Nações Unidas]”, completou.

Ao participar de cerimônia de apresentação de generais recém promovidos, Lula falou também que não haverá paz no Oriente Médio “enquanto os Estados Unidos forem os tutores da paz”, disse. “É preciso distensionar a mesa de negociação”, comentou. Para Lula, o Conselho de Segurança da Onu não pode ser “um clube de amigos”, mas sim, uma “instituição ativa”, da qual façam parte outros
países.

Lula também disse que, a poucos dias de deixar o governo, encontra o povo brasileiro com uma autoestima nunca antes vista. E falou sobre as grandes obras que deixará, como a das hidrelétricas de Santo Antônio, Jirau e Belo Monte. “As três maiores do mundo”, disse Lula. E citou também as obras em ferrovias.

Outro projeto destacado por Lula foi o da transposição do Rio São Francisco. “Levaremos água para o maior semiárido habitado do planeta Terra”. E brincou com as críticas que recebeu no início do mandato quando resolveu adquirir um avião novo para as viagens presidenciais. “Quando compramos o avião, vocês sabem o que passamos. Comprei o avião para não passar vergonha. Disseram que o avião era meu. Chamaram de Aerolula. Agora, vai ser o Aerodilma”, comentou.

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