Domingo, 21 de Novembro de 2010

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Líder da oposição em Mianmar vai recorrer da sentença

A líder da oposição de Mianmar, Aung San Suu Kyi, vai apelar da sentença de prisão que recebeu nesta terça-feira, informaram nesta quarta-feira seus advogados em Yangun.

Publicada: 12/08/2009 - 10h31m|Fonte: rfi|Versão para impressão|0 comentário(s)

  • Líder da oposição em Mianmar vai recorrer da sentença

  • Foto: arquivo
A líder da oposição de Mianmar, Aung San Suu Kyi, vai apelar da sentença de prisão que recebeu nesta terça-feira, informaram nesta quarta-feira seus advogados em Yangun.

A prêmio nobel da Paz foi considerada culpada por ter transgredido as regras de sua prisão domiciliar em maio passado e, por isso, condenada a mais 18 meses de prisão domiciliar pela justiça de Mianmar, país governado por um regime militar estrito.

O veredito, pronunciado nesta terça-feira, causou uma chuva de protestos da comunidade internacional e ameaças de sanções por parte da União Europeia.

Em nota divulgada pelo Itamaraty, o governo brasileiro também condenou o veredito e disse que "se junta aos apelos feitos para que Aung San Suu Kyi seja libertada imediatamente". Apenas a China, país aliado dos militares, pediu à comunidade internacional que "respeitasse a decisão da justiça de Mianmar".

Em Nova York, os quinze países membros do Conselho de Segurança da ONU se reuniram mas não chegaram a um acordo sobre uma declaração comum e continuam a discussão nesta quarta-feira.

Nesta manhã, a opositora voltou à sua casa na capital Yangun, cujo acesso está bloqueado pela polícia e agentes de segurança.

Outro condenado no mesmo processo, o norte-americano John Yettaw, que chegou a nado à casa da Suu Kyi, também vai recorrer da sentença. A visita inesperada do americano foi o pretexto utilizado pelo governo militar para abrir novo processo contra a líder opositora.

Yettaw foi condenado a 7 anos de prisão e trabalhos forçados. Seu advogado tem esperança de conseguir sua expulsão do país, ao invés da condenação.

A chegada deste homem à casa da lider da oposição continua levantando suspeitas. Opositores ao regime de Yangun acreditam que se trate de uma armação do governo para que Suu Kyi não participe das eleições legislativas de 2010.

Nesta quarta-feira, Associação das Nações do Sudeste da Asia (Assean) disse estar "profundamente decepcionado com o veredito”. A declaração foi divulgada pela Tailândia, que preside o grupo regional, que inclui Mianmar

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