Sábado, 17 de Agosto de 2013

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Kate Middleton: se for menina, já pode ser rainha de Inglaterra

Depois de ser conhecida a gravidez de Kate, Londres diz ter acordo dos 16 países ligados à monarquia britânica para fim à discriminação das mulheres na sucessão

Publicada: 05/12/2012 - 10h22m|Fonte: A Redação|Versão para impressão|

  • Kate Middleton: se for menina, já pode ser rainha de Inglaterra
Os 16 países da Commonwealth que têm em Isabel II a sua chefe de Estado chegaram a acordo para pôr fim à discriminação das mulheres na sucessão ao trono britânico. Londres espera concluir a alteração legislativa a tempo do nascimento do filho do príncipe William.

A revelação foi feita pelo vice-primeiro-ministro britânico, Nick Clegg, um dia depois de conhecida a notícia que o Reino Unido esperava desde o casamento, em Maio de 2011, de William e Kate. A gravidez de Kate não terá atingido ainda as 12 semanas – altura em que os casais normalmente comunicam a novidade –, mas a Casa Real decidiu revelar a notícia depois de, segunda-feira, a duquesa de Cambridge ter sido internada no hospital devido a enjoos matinais severos.

“Nos vários reinos da Commonwealth o povo está a celebrar a notícia de que o duque e a duquesa de Cambridge estão à espera do seu primeiro filho. E vamos poder celebrar também quer seja um menino ou uma menina, pois terão igual direito ao trono”, escreveu Clegg no comunicado em que promete apresentar muito em breve ao Parlamento o diploma para abolir o princípio da progenitura masculina nas regras de sucessão da monarquia.

Até agora, a coroa só seria herdada por uma mulher se ela não tivesse irmãos, como é caso de Isabel II, ou tivessem morrido antes do progenitor.

A necessidade de pôr fim à discriminação das mulheres – já minoritária nas monarquias europeias – foi acordada num encontro de chefes do Governo da Commonwealth, em Perth, na Austrália, em Outubro do ano passado. Depois disso, explica a BBC, os governos dos 16 países que continuam ligados à monarquia britânica enviaram cartas de consentimento, confirmando que tomarão as medidas necessárias para reconhecer o princípio de igualdade assim que a legislação no Reino Unido entre em vigor.

“Este é um momento histórico para o nosso país e a nossa monarquia”, sublinhou o vice-primeiro-ministro, saudando o fim de uma regra considerada arcaica pela generalidade da população. Também alterada será a disposição que impedia um herdeiro da coroa de casar com um católico (sob pena de perder o direito ao trono).

O Reino Unido não dispõe de uma Constituição escrita, mas a nova legislação irá obrigar a emendas em alguns dos documentos fundadores do país, como a Acta de União com a Escócia (1706) ou a Acta de Juramento da Coroa (1688).

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