"Esperamos pela decisão do tribunal, agora vamos esperar o resultado da avaliação de Lula." , diz La Russa.
Diante da decisão do Supremo Tribunal Federal que decidiu, por cinco votos a quatro, pela extradição de Cesare para a Itália, seu país de origem onde foi condenado à prisão perpétua por cometer quatro assassinatos nos anos 1970, o status de refugiado político que o ministro da Justiça, Tarso Genro, havia concedido ao italiano, fica invalidado. O veredito final foi dado com o voto do presidento do tribubal, Gilmar Mendes, que não abriu mão do direito de manifestar-se sobre o caso e desempatou a votação.
No entanto, a mais alta corte do País deliberou que o presidente Lula não é obrigado a seguir a decisão tomada pelo Supremo e pode determinar que a execução da extradição não seja realizada. O votação que exaltou o poder discricionário do presidente da República em relação às extradições também foi definida por placar apertado: 5 x 4.
Já o presidente italiano, Giorgio Napolitano, afirmou que o parecer do STF foi importante para a Itália, uma vez que uma decisão contrária implicaria em um julgamento absolutamente negativo a respeito do sistema judiciário e penitenciário italiano.
"Sobre este caso, a magistratura italiana tinha os argumentos necessários." De acordo com o chefe de Estado, a eventual recusa do Executivo em concordar com a extradição será "um duro golpe, uma injustiça em relação aos familiares das vítimas dos homicídios e atos de terror".
O ministro da Defesa da Itália, Ignazio de La Russa, um dos maiores porta-vozes da extradição disse, por sua vez, que confia na decisão de Lula. "Esperamos pela decisão do tribunal, agora vamos esperar o resultado da avaliação de Lula."