Quinta-Feira, 31 de Julho de 2014

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Israel manda palestinos deixarem o norte de Gaza para sua "própria segurança"

Em comunicado, Exército diz que irá aumentar intensidade dos bombardeios na região norte, de onde Israel afirma que partiu ataque do Hamas

Publicada: 12/07/2014 - 22h09m|Fonte: Opera Mundi - |Versão para impressão|

  • No quinto dia da ofensiva militar, artilharia israelense posicionada na fronteira dispara contra Gaz
  • No quinto dia da ofensiva militar, artilharia israelense posicionada na fronteira dispara contra Gaz
    Foto: Agência Efe
O Exército de Israel emitiu um comunicado neste sábado (12/07) solicitando que os palestinos residentes no norte da Faixa de Gaza deixem a área “para sua própria segurança”.

Da conta oficial das Forças de Defesa Israelenses: "Hoje à noite, enviaremos mensagens aos residentes do norte de Gaza para que deixem suas casas para sua própria segurança. É inseguro ficar perto do Hamas."

De acordo com o jornal local The Haaretz, o objetivo é expandir o escopo dos bombardeios aéreos — mas continua iminente a possibilidade de uma operação terrestre, algo que não ocorre desde 2009. Um alto oficial israelense afirmou que os palestinos que habitam a região norte continuarão a receber avisos de evacuação pelo telefone, por panfletos espalhados e pela própria imprensa.

De acordo com o militar, a maior parte dos mísseis disparados pelo Hamas contra Israel — quase a totalidade deles é interceptada pelo sistema de defesa antiaéreo israelense — vem do norte de Gaza.
O general Motti Almoz, porta-voz da chefia militar, afirmou que Israel planeja aumentar a intensidade dos ataques nas próximas 24 horas.

A escalada de violência israelense ocorreu após a morte de três adolescentes israelenses na Cisjordânia no final de junho. Como “vingança”, um jovem palestino foi queimado vivo e assassinado em Jerusalém.

Logo após a descoberta dos corpos dos três jovens, Israel iniciou uma ofensiva contra o Hamas. Aviões de guerra passaram a bombardear Gaza destruindo casas e instituições e foram realizadas execuções extrajudiciais. Até agora, quase 600 palestinos foram sequestrados e presos.

A tensão aumentou na região após anúncio, no começo de junho, do fim da cisão entre o Fatah e o Hamas, que controlam a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, respectivamente. Israel considera o Hamas um grupo terrorista e por isso suspendeu as conversas de paz que vinham sendo desenvolvidas com os palestinos com a mediação do secretário de Estado norte-americano, John Kerry.

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