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Israel intercepta mais um barco que tentava levar ajuda a Gaza

A marinha israelense interceptou, nesta terça-feira, uma embarcação de militantes pró-palestinos que tentavam quebrar o bloqueio marítimo à Faixa de Gaza.

Publicada: 29/09/2010 - 13h22m|Versão para impressão|

  • Marinha israelense intercepta embarcação de tentava quebrar bloqueio marítimo à Faixa de Gaza.
  • Marinha israelense intercepta embarcação de tentava quebrar bloqueio marítimo à Faixa de Gaza.
    Foto: Reuters
Ana Carolina Dani

A marinha israelense interceptou, nesta terça-feira, uma embarcação de militantes pró-palestinos que tentavam quebrar o bloqueio marítimo à Faixa de Gaza. O catamarã Irene, que viajava com bandeira britânica, foi interceptado no interior de uma área de 20 milhas náuticas, considerada por Israel como parte das águas territoriais de Gaza.

A tripulação, formada por militantes pró-palestinos originários de Israel, Grã-Bretanha, Alemanha e Estados Unidos, foi levada à força para o porto israelense de Ashdod. Um dos organizadores da expedição, Amjad al-Shawa, afirmou que cerca de dez navios militares israelenses cercaram o barco.

"Os militantes não tiveram escolha e fizeram meia-volta", afirmou em Gaza, al-Shawa. O exército israelense confirmou que militares tomaram o controle do catamarã, mas disse que a operação não teve "nenhum ato de violência, nem de uma parte nem de outra".
Antes da operação, a marinha israelense teria alertado duas vezes o capitão do catamarã de que não tinha permissão para furar o bloqueio. Israel lamentou a operação, que classificou de "provocação, com o único objetivo de chamar a atenção dos meios de comunicação". Os passageiros não israelenses deverão ser interrogados e expulsos do país, segundo um porta-voz do ministério do Interior.

O catamarã transportava brinquedos, livros, material de pesca e medicamentos. O barco foi interceptado 4 meses depois da violenta operação militar contra a "Flotilha da Liberdade", que também tentava furar o bloqueio a Gaza para levar ajuda humanitária à região. O ataque, realizado no dia 31 de maio e condenado por grande parte da comunidade internacional, terminou com a morte de 9 militantes pró-palestinos, todos de origem turca.

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