Segunda-Feira, 03 de Janeiro de 2011

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Iraniano acusado de atentado na Argentina diz que processo é "uma grande mentira"

No ataque, cometido no dia 18 de julho de 1994, 85 pessoas morreram e 300 ficaram feridas, quando um carro-bomba explodiu em frente à sede da Amia.

Publicada: 09/03/2010 - 17h03m|Fonte: Opera Mundi|Versão para impressão|0 comentário(s)

O iraniano Moshen Rabbani, que é requerido pela Justiça argentina e acusado de envolvimento no atentado contra a sede da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), ocorrido em 1994, qualificou hoje (9) este processo como "uma grande mentira".

Rabbani, que foi conselheiro cultural da embaixada de Teerã em Buenos Aires, disse à rádio local Cooperativa, em entrevista reproduzida pela agência DyN, que "o tema é muito complicado e muito complexo, e há muitos negócios" envolvidos, mas não fez maiores esclarecimentos sobre o assunto.

"São inventadas notícias contra o Irã, contra um país que havia ajudado a Argentina em temas como o das Ilhas Malvinas", continuou Rabbani, que ressaltou que as acusações constituem uma "grande mentira", manipulada por "setores sionistas" argentinos.

Além de Rabbani, a Justiça argentina também acusa e solicita a extradição de outros iranianos, entre eles o ex-presidente Ali Hashemi Rafsanjani, o ex-chanceler Ali Akbar Velayati e Ahmad Vahidi, que no último ano foi designado ministro da Defesa do governo de Mahmoud Ahmadinejad.

No ataque, cometido no dia 18 de julho de 1994, 85 pessoas morreram e 300 ficaram feridas, quando um carro-bomba explodiu em frente à sede da Amia, situada em Once, bairro da região central da capital argentina.

No último ano, a presidente do país, Cristina Kirchner, chegou a solicitar a Ahmadinejad o envio de todos os investigados, para que possam ser julgados no país. Contudo, ela não obteve uma resposta.

Ontem, por sua vez, o Parlamento do Mercosul (Parlasul) aprovou a declaração proposta pela parlamentar argentina Beatriz Rojkes, de repúdio à indicação de Vahidi à pasta da Defesa.


Matéria publicada originalmente no site Opera Mundi

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