Quarta-Feira, 10 de Dezembro de 2014

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Imprensa paulista menospreza greve dos professores

De início, a estratégia adotada pelos dois principais jornais do estado foi de um quase silêncio, que só não zerou os decibéis por conta de pequenas notas...

Publicada: 24/03/2010 - 14h34m|Fonte: Maurício Caleiro - Observatório da Imprensa|Versão para impressão|

  • Imprensa paulista menospreza greve dos professores
A partir de meados dos anos 1990, devido à urgência de se discutir os vínculos entre capital, ideologia e mídia numa era em que esta se tornara peça-chave do capitalismo tecnofinanceiro, acirra-se, em âmbito internacional, a prática e o debate em torno da crítica de mídia.

No mais das vezes ancorada num questionamento ético, num primeiro momento a ênfase crítica recai na análise dos conteúdos veiculados pelos diversos órgãos de mídia – notadamente, a imprensa. À medida em que se evidencia, em parte graças ao trabalho de pesquisadores como Ben Bagdikian, César Bolaño e Dênis de Moraes, a tendência ao monopólio e, via fusões empresariais, à concentração corporativa dos grupos de comunicação ganham força, no media watching, veios críticos mais interessados nas relações econômicas estruturais da atividade midiática.

Só mais tarde os efeitos negativos advindos da omissão ou da desconsideração de informações por parte dos veículos de comunicação passam a receber, de forma mais sistemática, a devida atenção por parte dos críticos de mídia. O ato de desconsiderar informações, deixando de publicá-las ou fazendo-o com mínimo destaque – que já vinha recebendo atenção sistemática da academia desde os anos 1940 –, passa, então, paulatinamente, a ser considerado uma das principais e mais nocivas estratégias para manipulação da opinião pública.

Greves escondidas

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