Quinta-Feira, 10 de Outubro de 2013

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Hungria nacionaliza empresa responsável pelo vazamento de lama

Depois do desastre ecológico com a lama vermelha, o Estado húngaro resolveu assumir o controle da empresa MAL (Magyar Alumínium)

Publicada: 12/10/2010 - 09h59m|Versão para impressão|

  • Vista aérea da usina da empresa MAL (Magyar Alumínium), responsável pelo vazamento tóxico.
  • Vista aérea da usina da empresa MAL (Magyar Alumínium), responsável pelo vazamento tóxico.
Depois do desastre ecológico com a lama vermelha, o Estado húngaro resolveu assumir o controle da empresa MAL (Magyar Alumínium), culpada pelo vazamento tóxico que causou oito mortes no oeste do país.

"A empresa responsável pela catástrofe deve ser posta sob o controle do Estado", disse o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, em discurso no Parlamento. Para o premiê, a "negligência humana" é uma das razes para o acidente. Ambientalistas afirmam que a empresa havia estocado uma quantidade excessiva de resíduo nos diques da empresa.
Diante da gravidade do acidente do último dia 4 de outubro, a decisão de nacionalizar a usina de alumínio foi tomada rapidamente. O Parlamento votou pela estatização com uma maioria confortável: por 336 votos a favor, 1 contra e 13 abstenções e a lei, adotada pelo presidente Pàl Schmitt, foi publicada nesta terça-feira no Diário oficial húngaro.

Ao assumir o controle, o Estado da Hungria vai iniciar uma auditoria nas contas da empresa que será obrigada a pagar uma multa de 73 milhões de euros. Por um período de dois anos, a MAL será dirigida por György Bakondi, chefe nacional dos serviços de luta contra catástrofes. Além de supervisionar a gestão da empresa, o governo também terá a missão de prevenir novos acidentes, investigar as causas do vazamento e preservar os empregos dos funcionários da usina que permanece fechada.
Outra empreitada do governo é construção de de estruturas de reforço do dique. O novo muro terá largura de 25 metros e cinco de altura. Ao todo, serão utilizadas 40 mil toneladas de rochas com o objetivo de evitar um novo vazamento de barro vermelho.

Segundo as autoridades húngaras, o estado das águas dos rios infectados pelo vazamento, como o Raba e o Mosoni Duna, não mostra alteração em relação aos índices registrados antes da catástrofe. Mas, de acordo com o Greenpeace, a despoluição das áreas atingidas pela lama tóxica, especialmente as zonas agrícolas, pode levar no mínimo um ano.

A União Europeia também participa do esforço. O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso visita nesta terça-feira o oeste da Hungria e tem encontros com as autoridades húngaras. Ainda nesta terça-feira, chegaram à Hungria especialistas europeus que analisarão a situação nas regiões afetadas e que apresentarão um relatório sobre suas recomendações até o final desta semana.

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