Sábado, 31 de Julho de 2010

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Hugo Chavez adota fortes medidas para defender preços baixos

Chavez acredita que a desvalorização da moeda não justifica o aumento, (...) a maioria das mercadorias que estão à venda foram importadas com dólar antigo

Publicada: 11/01/2010 - 12h27m|Fonte: Redação|Versão para impressão|0 comentário(s)

  • Hugo Chavez adota fortes medidas para defender preços baixos
Hugo Chávez declarou, diante da alta geral dos preços na Venezuela - por causa da desvalorização do bolívar, que quer "que o povo e a guarda nacional saia às ruas e lutem contra a especulação e tomem medidas.

Não podemos permitir que alguns burgueses, oligarcas, estejam dizendo que por causa das medidas anunciadas terão que aumentar todos os preços. Não podemos aceitar de forma alguma! disse o presidente comandante durante seu programa de radio de domingo Alô Presidente.

"E se os preços seguirem disparando não se rendam", alertou seu povo que seria capaz inclusive de expropriar os negócios dos comerciantes e entregá-los aos trabalhadores. Se trataria de uma transferência de propriedade, visto que o povo trabalhador não aumentaria os preços abusivamente, mas ajudariam a baixá-los.

Para o presidente venezuelano, a desvalorização da moeda não justifica o aumento dos custos, pois a maioria das mercadorias que estão à venda agora "foi importada com o preço antigo do dólar" de 2,15 bolívares.

Na noite de sexta-feira, Chávez decretou duas novas medidas para o câmbio internacional: uma que determina um bolívar forte de 2,60 (a moeda criada em janeiro de 2008 por Chávez) por dólar para as importações essenciais, como alimentos e remédios, e outra que determina 4,30 bolívares por dólar para todos os outros setores, que incluem o comércio, a ramo automobilístico e as telecomunicações.

"Isso aliviará o rombo fiscal do governo", disse Walter Molano, analista da seguradora BCP. Para Abelardo Daza, do Instituto de Estudos Superiores de Administração da Venezuela, a medida também compensará a queda no lucro com a venda de petróleo e o aumento no consumo de combustível usado pelas termoelétricas - a Venezuela vive uma grave crise energética.

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