A brigada médica cubana estava à disposição das autoridades da Guatemala antes mesmo da erupção, pois o país já sofria com os efeitos da tempestade.
Casas destruídas, ruas encobertas de lama, comunidades incomunicáveis. Esses são apenas alguns dos rastros deixados pela tempestade tropical Agatha, que atingiu a América Central na semana passada. Até agora, 150 pessoas morreram e 93 estão desaparecidas. Segundo informações, Guatemala é o país que está em estado mais crítico. A brigada médica de Cuba já se prontificou a ajudar os mais afetados.
Um relatório divulgado na noite de ontem (31) por Álvaro Colom, presidente guatemalteco, revelou que já se registraram 123 mortos, 90 desaparecidos e mais de 155 mil pessoas evacuadas preventivamente. A destruição foi maior nesse país em decorrência de uma erupção vulcânica ocorrida na quinta-feira passada (27).
O vulcão Pacaya, situado a 50 quilômetros ao sul da Cidade de Guatemala, encobriu a cidade de cinzas e obrigou o fechamento do aeroporto internacional La Aurora. De acordo com declarações emitidas hoje (1º) pelo mandatário, a expectativa é que as atividades do aeroporto retornem nesta terça-feira caso não caia mais areia vulcânica na região.
Colom ainda destacou que acredita que o Congresso ratificará hoje o estado de calamidade ditado pelo Governo para todo o país. Além disso, rechaçou a politização da ajuda ao povo guatemalteco e nos trabalhos de recuperação desempenhados.
O mandatário colombiano também realizou uma videoconferência com os governadores de departamentos para determinar o processo de reconstrução das áreas afetadas pela tempestade tropical. Na ocasião, pediu aos representantes que apresentem o estado real da destruição, com números específicos de casas destruídas, famílias desabrigadas, estado da infraestrutura viária, quantidade de pessoas em abrigos e de escolas e postos de saúde que deverão ser recuperados.
Colom ressaltou que a ajuda internacional é bem-vinda, mas que são os guatemaltecos e as guatemaltecas quem têm a responsabilidade de superar este momento com as próprias mãos.
Ajuda cubana
Assim como aconteceu com o Haiti após o terremoto do dia 12 de janeiro, a brigada médica cubana já se prontificou a ajudar a população guatemalteca a superar os estragos deixados pela erupção vulcânica e pela tempestade Agatha, na semana passada. A brigada estava à disposição das autoridades da Guatemala antes mesmo da erupção, pois o país já sofria com os efeitos da tempestade.
A colaboração foi reiterada pelo governo da ilha caribenha depois de Pacaya entrar em atividade. De acordo com Henry Carreño, coordenador nacional da brigada, o trabalho do grupo começou com a ajuda nas zonas mais afetadas e complicadas por conta da geografia do país. Segundo informações de Cuba Debate, a maioria dos 360 integrantes da brigada cubana estão em 18 dos 22 departamentos guatemaltecos.
Por conta da grande quantidade de cinza e areia expelida pelo vulcão, as principais queixas das pessoas consultadas pelos especialistas são relacionadas a problemas oftalmológicos, dermatológicos e respiratórios. A brigada também trabalha em ações para evitar eventuais casos de epidemias no país.
Outros países
Apesar de Guatemala ter sido o país centro-americano mais afetado pelos desastres naturais da semana passada, ele não foi o único. Em El Salvador, por exemplo, informações dão conta de que 1.600 pessoas foram obrigadas a sair de suas casas por causa da tempestade. Aproximadamente 95% das estradas salvadorenhas foram atingidas e pelo menos 10 pessoas morreram.
A situação em Honduras não foi diferente. De acordo com comunicado divulgado ontem à noite pela Comissão Permanente de Contingencias (Copeco), 17 pessoas morreram em decorrência das chuvas, uma desapareceu e quatro ficaram feridas. Além disso, 3.227 tiveram de sair de suas casas e 3.168 foram abrigadas em acampamentos temporários.
Com informações de Telesur, Prensa Latina e Cuba Debate