O surto de gripe suína frustra o Hajj (grande peregrinação) que encontra dificuldades para conciliar o dever sagrado e os riscos para a saúde.
A grande peregrinação à Meca este ano, em Novembro, poderá coincidir com um pico da epidemia de gripe A (H1N1). Já são mais de 1000 casos na França, 600 na Arábia Saudita, e as autoridades sanitárias mundiais estão preocupadas com o aumento das contaminações no próximo inverno.
Na França, mais de 25 000 muçulmanos seguem a cada ano (de acordo com dados oficiais) para a estrada que leva à cidade santa, e desta vez, corre-se o risco de ser diferente. O surto de gripe suína frustra o Hajj (grande peregrinação) que encontra dificuldades para conciliar o dever sagrado e os riscos para a saúde.
Nos países muçulmanos, as autoridades começam a tomar algumas medidas para travar a epidemia. O Irã proibiu os iranianos de participar da peregrinação, a Tunísia suspendeu também a pequena peregrinação (Omra). A Arábia Saudita e o Iraque estão considerando a proibição da sagrada caminhada para os idosos e as crianças. Por outro lado, a França, onde existe mais de 4 milhões de muçulmanos está em silêncio até agora, inquietando até mesmo alguns membros da comunidade muçulmana.
As autoridades francesas se defenderam dizendo que estão concedendo atenção especial ao caso e que estão em contato com as autoridades responsáveis pela peregrinação que recomendam a proibição da viagem para crianças, grávidas, pessoas doentes e idosos. As autoridades francesas dizem que irão tomar, se necessário, todas as medidas possíveis para garantir o acontecimento da peregrinação à Meca em boas condições e segurança para os cidadãos. A Direção Geral de Saúde (sua sigla em francês DGS), afirma que ainda estão no mês de Agosto, e o ministério comunicará em tempo hábil qualquer decisão.