Segunda-Feira, 01 de Julho de 2013

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Governo panamenho suspende definitivamente ajuda médica de Cuba

De acordo com o jornal Granma ,com a saída da equipe médica, cerca de 40 mil pessoas deixaram de receber tratamento oftalmológico especializado e gratuito.

Publicada: 04/02/2010 - 10h16m|Fonte: Adital|Versão para impressão|

os primeiros dias do mês de janeiro, a iniciativa cubana de atenção oftalmológica conhecida como Operação Milagre foi suspendida no Panamá. A justificativa do Governo é que os médicos já cumpriram seu papel deixando um saldo positivo no país. O programa cubano será substituído pela iniciativa nacional Visão 20-20.
Ao longo de mais de quatro anos de atuação no Panamá, a Operação Milagre beneficiou 44 mil 486 pessoas, sendo a maioria delas de baixo poder aquisitivo e sem condições de arcar com consultas particulares. Os tratamentos de catarata, retinopatia diabética, pterígio, degenerações periféricas da retina e glaucoma de ângulo estreito eram realizados no Centro Oftalmológico localizado em Veraguas.

De acordo com o jornal Granma ,com a saída da equipe médica, cerca de 40 mil pessoas deixaram de receber tratamento oftalmológico especializado e gratuito. Já para os 22 pacientes que estavam com seus procedimentos cirúrgicos agendados, a embaixada cubana ofereceu a possibilidade de serem levados a Cuba de forma totalmente gratuita para realizarem o tratamento.
Mesmo com os evidentes resultados positivos e após diversas reuniões com as autoridades panamenhas, a decisão de pedir o afastamento imediato dos médicos e a retira dos equipamentos continuou mantida. Segundo informações da Prensa Latina, a equipe da Operação Milagre sairá do país com a satisfação "de haver contribuído com a elevação dos níveis de saúde" do povo panamenho.

O Governo panamenho fixou 30 de abril como a data limite para que os médicos pudessem se retirar do país. Contudo, a decisão da equipe foi a de deixar o Panamá de imediato e sair "de onde não os querem". A brigada composta por 16 médicos retornou a Cuba na tarde desta terça-feira (2) e foi recebida com as boas vindas por parte do vice-ministro de Saúde Pública, Roberto González.

"Vocês chegam orgulhosos do trabalho cumprido, chegam cheios de histórias de alegria e de dor. De alegria por ter podido atender a milhares de pacientes, em sua maioria indígenas, camponeses, e gente de baixos recursos. Mas também vêm com a dor de outras histórias que não puderam deixar resolvidas de outras milhares de pessoas que também tinham suas esperanças postas nesta Operação".

Segundo o jornal Granma, ainda na ocasião das boas vindas, Roberto González recordou que o fim da Operação Milagre no Panamá foi uma decisão unilateral do Governo do país. Ainda assim, a doutora Odalys González Peña, chefe da Missão Médica panamenha reafirmou a disposição de sua equipe de continuar saldando "nossa própria dívida com a humanidade, onde quer que nos designe".

O Governo panamenho tem receio que esta oferta gratuita de serviços médicos à população seja perigosa, já que Cuba é independente e não se rende ao Império. Outro forte motivo para o pedido de retirada da Operação Milagre é a substituição pelo Comitê Visão 20-20, do qual está à frente a Primeira Dama e funcionários da Caixa de Seguro Social e do Ministério de Saúde. Conforme informações de Frenadeso Notícias, além da esposa do presidente Martinelli, a oftalmologista Ivonne Matute de Martinelli também está à frente do novo projeto.

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