Sábado, 07 de Junho de 2014

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Funcionária demitida diz que Comitê Rio 2016 orientou furtos de Londres 2012

Arquivos foram baixados irregularmente em Londres

Publicada: 27/09/2012 - 17h03m|Fonte: Jornal do Brasil|Versão para impressão|

Uma das dez pessoas demitidas pelo furto de arquivos do Comitê Londres 2012 (Locog, na sigla em inglês) afirmou nesta quarta-feira que diretores do Comitê Rio 2016 não apenas sabiam que os documentos estavam sendo copiados, como orientavam os comandados para que o fizessem. De acordo com a publicação desta quinta-feira do jornal O Estado de S. Paulo, Renata Santiago afirmou que "a corda estourou do lado dos mais fracos" e que pretende entrar na Justiça contra o Comitê Rio 2016, inclusive por danos morais.

O Rio 2016 manteve sua versão inicial: os demitidos "agiram por iniciativa própria, sem o conhecimento de seus chefes imediatos e de nenhuma liderança". Renata contestou a posição do comitê ao dizer que, no mínimo, eles não instruíram bem seus funcionários. Em Londres, ela participou da organização da Cerimônia de Abertura dos Jogos. Ao lado do presidente do Rio 2016 e do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, foram 12 anos de trabalho.

De acordo com a publicação, Renata disse que no relatório oficial do Rio 2016 os funcionários enviados para Londres deveriam preencher um campo para "discriminar os arquivos coletados" e que esta era uma parte "normal" do trabalhos dos envolvidos com o comitê brasileiro.

Os demitidos faziam parte do grupo de "secondees" (funcionários do Rio 2016 que trabalhavam "emprestados" ao Locog). Eram 14, no total, de áreas como planejamento, transporte, acomodações, relações com Comitês Olímpicos Nacionais, logística e tecnologia de informação. Renata Santiago ressaltou que todos os chefes das pessoas que estavam em Londres "sabiam que elas estavam copiando arquivos" e que isso era "uma prática comum". Ela ressaltou ter recebido de outro funcionário demitido, Bruno Olivieri, um e-mail com instruções para otimizar e melhorar a forma de copiar os arquivos. A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo destaca que tentou entrar em contato com Olivieri, para apurar as alegações de Renata, mas não obteve resposta.

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