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França apela à UE para impedir execução de viúva no Irã

Ministro francês das Relações Exteriores escreve carta pedindo às autoridades da União Europeia que se mobilizem para impedir a morte da iraniana

Publicada: 27/08/2010 - 14h56m|Versão para impressão|

  • Sakineh Mohammadi Ashtiani foi condenada à morte no Irã por apedrejamento
  • Sakineh Mohammadi Ashtiani foi condenada à morte no Irã por apedrejamento
    Foto: AFP
Ministro francês das Relações Exteriores escreve carta pedindo às autoridades da União Europeia que se mobilizem para impedir a morte de Sakineh Mohammadi Ashtiani. Mãe de família de 43 anos, ela foi condenada por adultério, mesmo depois de ficar viúva.

A França lançou um apelo aos 27 países da União Europeia para salvar a iraniana Sakineh Mohamadi Ashtiani, condenada à morte no Irã por apedrejamento depois de ser acusada de adultério. O ministro francês das Relações Exteriores, Bernard Kouchener, defende a necessidade de uma carta assinada pelas nações do bloco europeu e também pede sanções contra o Irã para forçar o país a respeitar os direitos humanos.

"Uma carta comum de todos os Estados membros da União Europeia às autoridades iranianas se tornou algo necessário, estou convencido disso, se quisermos salvar esta mulher", escreveu Kouchner em carta enviada na quarta-feira à chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton.

O ministro francês propõe um amplo debate com os responsáveis pela diplomacia dos países da União Européia, que devem se reunir em Bruxelas entre os dias 10 e 11 de setembro.

A sentença de apedrejamento de Sakineh Mohammadi Ashtiani, mãe de família de 43 anos, provocou uma onda de indignação em todo o mundo. A mobilização do governo da França a favor da iraniana é lançada depois que uma série de personalidades francesas manifestaram apoio à causa. Artistas, intelectuais e líderes políticos franceses publicaram, na segunda-feira, em Paris, um texto apoiando Sakineh.

Ela foi condenada à morte em 2006, acusada de adultério e de um complô para matar o marido. O Brasil foi o primeiro país a manifestar apoio, oferecendo asilo à iraniana. A proposta foi negada por Teerã.

Comentários dos leitores

Confira abaixo os comentários realizados pelos nossos leitores.

  • Comentário

    37

  • Porfatima (São Miguel Dos Campos - AL)28/08/2010 - 20h00m

    Eu, sinceramente acho uma verdadeira covardia matar alguém dessa maneira, so porque foi capaz de amar...é fim de mundo mesmo...

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  • Porregina (Pederneiras - SP)28/08/2010 - 14h54m

    verdade teresa as pessoas presisam conhecer esse Deus que ama e quer o bem e dar o perdao a todos que pecarem nao importa o pecado ele perdoa;

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  • Portereza (recife - PE)28/08/2010 - 10h04m

    Eles matam em nome da RELIGIAO,com certeza o DEUS deles nao e o mesmo meu que e bondoso e amoroso.

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  • PorRamos (Brazlândia - DF)28/08/2010 - 06h54m

    Isto nao passa de uma tremenda falta de conhecimento,machismo e me desculpem!!! burri....Não estamos na idade da pedra mais!!! Sejam inteligentes Senhores autoridades,amanhã pode ser sua filha!!!Ou os senhores! tudo muda, leis mudam, governantes mudam, a vida muda.

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  • Poredmilson santana de oliveira (belo horizonte - MG)28/08/2010 - 06h32m

    si fosse aqui no brazil, nos brazileiros estavamos mais ou menos enrolado ;se ela e viuva, nao tem nada a v relaciona com outra pessoa,a bibria nao condena esse ato

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37 comentários disponíveis

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