Sábado, 07 de Junho de 2014

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Ex-presidente do Panamá será julgado na França

Manuel Noriega, ex-presidente do Panamá, desembarcou em Paris nesta terça-feira, onde será julgado por lavagem de dinheiro oriundo do narcotráfico.

Publicada: 27/04/2010 - 14h19m|Versão para impressão|

  • Manuel Noriega ao entrar na prisão nos EUA
  • Manuel Noriega ao entrar na prisão nos EUA
    Foto: AFP
O general Manuel Noriega, ex-presidente do Panamá, que passou 17 anos preso nos Estados Unidos por tráfico de drogas, desembarcou em Paris nesta terça-feira (27), onde será julgado por lavagem de dinheiro.

A justiça norte-americana, que manteve o ex-presidente sob custódia nos últimos 17 anos, reduziu a sua pena por boa conduta, mas ele continuou detido, aguardando a decisão sobre o pedido de extradição feito pela França.

Manuel Noriega pediu para ser extraditado para o seu país, o Panamá, para lá cumprir pena de prisão domiciliar, mas teve seu pedido negado pela Suprema Corte americana, que determinou, me março, sua extradição definitiva para a França.

Em 1999, a justiça francesa havia condenado à revelia o ex-ditador, a dez anos de prisão, por lavagem de dinheiro oriundo do narcotráfico.

Noriega ficará preso no Palácio de Justiça, em Paris, aguardando a decisão de um novo julgamento.

O advogado de Noriega informou à imprensa francesa que pedirá o cancelamento do julgamento pois, segundo ele, além de o general gozar de imunidade de ex- chefe de Estado, os fatos pelos quais é acusado, ocorridos nos anos 80, já estão prescritos.

O general Noriega foi capturado pela primeira vez em 1989, durante uma intervenção americana no Panamá que derrubou o ditador. Durante a Guerra Fria, os dois países eram aliados e Noriega chegou a ser informante da CIA, mas os laços de confiança se romperam quando foi descoberta a ligação do ex-líder com o tráfico de drogas.

Noriega foi condenado por crime de lavagem de dinheiro (milhões de euros franceses), vindos de um cartel de drogas de Medellin, na Colômbia, pelo Banco de Crédito e Comércio Internacional, que faliu em 1991.

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