Sexta-Feira, 18 de Maio de 2012

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EUA: Sarah Palin acusa Obama de criar "tribunais da morte"

Em declaração emitida na sexta-feira Sarah Palin, pelo Facebook, acusou o presidente democrata de querer um "Tribunal da morte" com seu projeto para a saúde.

Publicada: 08/08/2009 - 18h09m|Fonte: Juliana Silveira - Redação|Versão para impressão|

  • EUA: Sarah Palin acusa Obama de criar
Seis meses após sua eleição, o candidato da esperança e da mudança, até agora se beneficiou de um forte clima de confiança e simpatia. No entanto, suas palavras "yes, we can" (sim, nós podemos) deixaram de ser suficientes para responder aos desafios que se apresentam.

A proposta de Barack Obama para a reforma no sistema de saúde, em apreciação no congresso e criticada pelos republicanos e pela ala direita do seu partido, é o desafio que o novo presidente não pode perder.

A mobilização dos republicanos contra a reforma do sistema de saúde americano se parece cada vez mais com uma guerra política.

Em uma declaração emitida na sexta-feira Sarah Palin, em seu perfil no site de socialização Facebook, acusou o presidente democrata de querer "nacionalizar o sistema de saúde".

"E quem vai sofrer mais? os doentes, os idosos e os deficientes, é claro", adverte a ex-candidata republicana, antes de pintar um quadro negro do sistema desejado, segundo ela, pela administração de Obama.

"Meus pais e meus filhos deverão comparecer perante o "tribunal da morte" de Obama, onde os burocratas decidirão subjetivamente se eles são dignos de receber cuidados de acordo com seu nível de produtividade na sociedade", adverte a antiga vice candidata de John McCain, Sarah Palin, "um sistema desse tipo seria a encarnação do mal".

A reforma do seguro de saúde, que figurou no coração da campanha de Obama, é objeto de dificeis negociações no congresso, frente a oposição da minoria republicana.

O projeto, visa fornecer uma cobertura de saúde para 47 milhões de americanos carentes, e suscita também divergências no seio da maioria democrata.

A indefinição em torno do projeto, principalmente quanto ao seu financiamento, divide também uma grande parte do país. 49% sustentam que se deve repensar o sistema, e 69% temem uma queda de qualidade com o aumento dos custos nos cuidados com a saúde. "Eu às vezes me sinto um pouco frustrado", diz o presidente ante as dúvidas expressas. Um outro democrata, Bill Clinton, já passou por essa mesma situação. Mais uma razão para a administração Obama jogar com segurança e pedir uma votação rápida.

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