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EUA não conseguirão implementar agenda sem colaboração do Brasil, diz organização

Hakim lembrou que “há dez ou 15 anos, o Brasil não era confiável economicamente. Era grande, mas de pouca importância internacional.

Publicada: 04/08/2010 - 17h35m|Fonte: Pedro Peduzzi - Agência Brasil|Versão para impressão|

  • EUA não conseguirão implementar agenda sem colaboração do Brasil, diz organização
Os Estados Unidos não conseguirão implementar sua agenda para a América do Sul sem a colaboração do Brasil. A opinião do presidente emérito da Inter-American Dialogue (organização que discute assuntos interamericanos relevantes), Peter Hakim, foi manifestada hoje (4) durante o seminário Liderança e Responsabilidade na Nova Agenda Internacional do Brasil, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Hakim lembrou que “há dez ou 15 anos, o Brasil não era confiável economicamente. Era grande, mas de pouca importância internacional. Isso mudou de forma brusca, e atualmente o Brasil é aplaudido pela qualidade de sua liderança, pela gestão econômica, disciplina, pelas iniciativas sociais e pela influência internacional que tem exercido”, afirmou.

Segundo ele, a confiança depositada pelo mundo no Brasil tem, inclusive, influenciado de forma positiva na forma como a América Latina e, em especial, a América do Sul tem sido percebida no mundo. “O peso do Brasil [na América do Sul] é maior do que o de qualquer outro país, por causa das políticas práticas, das boas decisões e das moderações na política e na gestão econômica”, acrescentou.

“Com isso, os Estados Unidos não podem implementar sua agenda na América do Sul sem a colaboração do Brasil”, completou o presidente da Inter-American Dialogue.

Hakim afirmou que o papel internacional do Brasil ficaria ainda maior caso a integração com o mercado sul-americano adotasse o estilo europeu. “[O Brasil] tem de pensar bastante sobre isso, sabendo que, às vezes, poderá perder, porque há países que podem tomar decisões que não o agradarão”, argumentou.

No entanto, ele fez algumas críticas à forma como a política externa tem atuado no caso do Irã. “A preocupação dos EUA com a relação entre o Brasil e o Irã é antiga. Mas, para ter um papel internacional [de maior relevância], o Brasil precisa da confiança dos EUA. Essa estratégia de se mostrar com posições independentes em relação aos EUA pode ser interessante, mas a aproximação será necessária [para que o Brasil alcance essa posição de destaque na política internacional].”

Para ele, o Brasil é um fenômeno. "Não há possibilidade de haver choques [de grande importância] entre os EUA e o Brasil”.

Com diversos painéis de debate ao longo do dia, o seminário discute novas questões no processo de internacionalização da economia brasileira e seus reflexos nas políticas públicas e nas estratégias privadas.

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