Quinta-Feira, 10 de Outubro de 2013

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Estados Unidos encerram missão de combate no Iraque

O país recebeu menos da metade dos 264 milhões de dólares de ajuda humanitária necessários para atender a população carente.

Publicada: 31/08/2010 - 12h22m|Versão para impressão|

  • Soldado americano organiza equipamentos para a retirada do exército americano do Iraque.
  • Soldado americano organiza equipamentos para a retirada do exército americano do Iraque.
    Foto: REUTERS
A missão de combate das forças americanas no Iraque termina nesta terça-feira, de acordo com um compromisso assumido pelo presidente Barack Obama pouco depois de sua chegada à Casa Branca, no início de 2009. Desde então, o número de soldados americanos no Iraque já foi reduzido de 144 mil para 50 mil.

O fim das operações de combate coincide com a visita do vice-presidente Joe Biden, que chegou ontem a Bagdá. Hoje, Biden participa de uma cerimônia para marcar a troca de comando e a mudança da missão das forças americanas.

Na quarta-feira, o exército inicia a operação "Nova Aurora", dedicada principalmente a formar as forças de segurança iraquianas.O vice-presidente americano também vai se encontrar com os principais responsáveis do país para pedir, novamente, que eles cheguem a um acordo a fim de formar um novo governo.

O que os Estados Unidos querem evitar a todo custo é parecer que estão abandonando um país à beira do caos. Mas a realidade no Iraque não está longe disso. O país está em um impasse desde as eleições legislativas de março. Os principais partidos políticos tentam impor seus respectivos candidatos ao cargo de chefe de governo e recusam qualquer acordo.

A redução progressiva do número de militares americanos no Iraque coincidiu com um aumento no número de atentados, o que suscita preocupação quanto à capacidade das forças de segurança iraquianas de garantir a ordem no país num futuro próximo.

Crise política e de segurança, mas também humanitária. Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, 1,5 milhão de pessoas tiveram que abandonar suas casas por causa da guerra e 500 mil delas ainda vivem em condições precárias. Além disso, centenas de milhares de iraquianos decidiram se exilar no exterior, principalmente na vizinha Jordânia.

O país recebeu menos da metade dos 264 milhões de dólares de ajuda humanitária necessários para atender a população carente. Detentor da terceira maior reserva de petróleo do mundo, o Iraque não é visto como um país pobre. O problema é que a atividade petrolífera também foi prejudicada pela guerra e tem dificuldade em se reorganizar por causa da instabilidade política.

Pierre Guerlain, cientista político da Universidade de Nanterre
Aos 50 mil militares americanos que vão ficar no Iraque temos que somar todos os seguranças de empresas particulares, como a antiga Black Water, que vão continuar ainda atuando no país, principalmente para garantir a segurança dos dirigentes iraquianos. Então, essa é uma retirada muito relativa.

Comentários dos leitores

Confira abaixo os comentários realizados pelos nossos leitores.

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    03

  • Porregis da cruz (ouro verde - SC)31/08/2010 - 15h42m

    que bom o Barack Obama esta mudando os EUA

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    02

  • PorEduardo (São Paulo - SP)31/08/2010 - 13h51m

    Em nome da guerra contra o terror os burgueses dos EUA cometeram as maiores atrocidades.
    A pergunta que não quer calar é:
    Quem são os verdadeiros terroristas? os que explodem o proprio corpo como resistencia, ou os que mandam soldados sitiarem um País por uma decada em busca de mais lucro?

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    01

  • PorEduardo (São Paulo - SP)31/08/2010 - 13h44m

    Os burgueses norte amaricanos começaram uma guerra pelo petroleo, encheram os bolsos e mancharam o Iraque de sangue, agora veem falar de falta de instabilidade politica? Só pode ser pegadinha do malandro...
    Tomem cuidado! Hoje a barbarie é lá, amanhã pode ser aqui! As bases na colombia que o digam!

 
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