Sábado, 29 de Março de 2014

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Estados Unidos e Israel devem suspender repasses à Unesco

“Os norte-americanos vão retirar o seu financiamento, que representa 22% do orçamento da organização.

Publicada: 31/10/2011 - 15h59m|Fonte: Agência Brasil/Lusa|Versão para impressão|

  • EUA e Israel vão retirar apoio financeiro da entidade  pelo reconhecimento do Estado Palestino
  • EUA e Israel vão retirar apoio financeiro da entidade pelo reconhecimento do Estado Palestino
O governo de Israel anunciou hoje (31) que pretende suspender os repasses financeiros à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) por ter aprovado a admissão do Estado da Palestina. O representante israelense na organização, Nimrod Barkan, disse que os israelenses deverão seguir o exemplo norte-americano e retirar o apoio financeiro.

Em 2011, a contribuição financeira dos Estados Unidos para a Unesco foi cerca de US$ 70 milhões. “Os norte-americanos vão retirar o seu financiamento, que representa 22% do orçamento da organização. Não acredito que continuemos a pagar as nossas contribuições anuais. Penso que vamos seguir os norte-americanos, o que retirará à Unesco cerca de um quarto do seu orçamento”, disse. “Isso fará com que seja impossível à entidade cumprir sua missão.”

A delegação do Brasil votou pelo ingresso da Palestina na Unesco. A decisão foi aprovada por 107 votos a favor, 14 contrários e 52 abstenções. Em nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o governo destaca a primeira vitória obtida pelos palestinos em um órgão ligado à Organização das Nações Unidas.

Até então, a Palestina era membro observador da Unesco. Do total de delegações, votaram contra a admissão do Estado da Palestina os representantes de Israel, do Canadá, da Austrália e dos Estados Unidos, entre outros, por considerar a medida prematura.

Para o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, a aprovação deve ser comemorada pelos impactos que causará. “Essa resolução (na Unesco) tem um efeito dominó potencial em outras agências especializadas da ONU e em Nova York”, disse ele.

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