O governo filipino expressou indignação e prometeu justiça após os assassinatos.
Pelo menos 21 pessoas que estavam entre um grupo de mais de 40 pessoas sequestradas no sul das Filipinas foram mortos.
Local onde foram encontrados os corpos pelas Tropas do Exército nesta segunda-feira ainda podem ter mais corpos a serem encontrados afirma uma fonte do exército
"Nós recuperamos 21 corpos, composto por 13 mulheres e oito homens. Acreditamos que há mais corpos que serão exumados de uma vala comum", afirma o tenente-coronel Romeo Brawner, chefe de relações públicas do exército.
"Nossas tropas descobriram os veículos e em torno dos veículos estavam os corpos dispersos de 21 vítimas, mas nós acreditamos que havia cerca de 43 até 46 pessoas no comboio assim agora nós estamos procurando os outros desaparecidos."
Homens armados já havia apreendido os membros de um comboio, entre eles a esposa do Esmael Mangundadatu, um prefeito, seus assessores, simpatizantes e jornalistas.
Autoridades militares disseram que a mulher de Mangundadatu estava entre os mortos.
Rivalidade Política
O comboio se dirigia a um escritório eleitoral local para o registro de candidatura de Mandundadatu para governador da província de Maguindanao predominantemente muçulmana na região autônoma de Mindanao, quando foram seqüestrados.
Uma denúncia foi feita dizendo que os atacantes tinham ligações com Andal Ampatuan, atual governador de Maguindanao, que está envolvido em uma briga de família com o Mangundadatus.
Disse também que os seqüestros foram realizados por cerca de 100 homens armados, a maioria dos quais membros da guarda de governo da família Ampatuan e que o líder do grupo que organizou o seqüestro foi um membro da família dos Ampatuan's.
Mas, falando com a Al Jazeera, Brawner reconheceu que havia uma rixa entre as duas famílias, mas disse que o Exército não estava em condições de dizer quem efectuou os assassinatos.
A polícia Filipina vai investigar o caso
No que diz respeito às forças armadas das Filipinas,no momento estamos agora protegendo a área e vamos continuar nossas operações de resgate. "
Ampatuan, que foi eleito governador três vezes, não deu nenhuma declaração até o momento.
Aumento da tensão
Marga Ortigas, correspondente na região, disse que as famílias eram conhecidas por serem adversários políticos.
"Esta posição de governador em particular é muito disputado porque é a sede da região autônoma Muçulmano de Mindanao.
Ortigas Maguindanao disse ainda que está é uma das províncias mais políticamente mais tensas no país.
"É o local de três diferentes movimentos armados de insurgentes", disse ela.
"Eleições ao longo dos últimos anos estão se tornando mais e mais violenta, particularmente nesta área."
O governo filipino expressou indignação e prometeu justiça após os assassinatos.
"Este é um terrível massacre de civis inigualável na história recente," disse Jess Dureza, assessora do presidente das Filipinas em Mindanao.
"Deve haver uma parada total para este tipo de violência sem sentido. Eu recomendo fortemente que um estado de emergência deva ser aplicada na área todos e todos devem ser desarmados senão não vai parar a violência", afirmou Jess.