Terça-Feira, 02 de Dezembro de 2014

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“É importante mudar”, diz Lula sobre Dilma

“Nunca se criou tantos instrumentos de combate à corrupção. É por isso que a Polícia Federal está muito mais preparada, é por isso que o Ministério Público nunca teve tanta liberdade”, declarou Lula em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar.

Publicada: 27/06/2014 - 14h26m|Fonte: Blog do Kennedy Alencar|Versão para impressão|

  • "Não tínhamos procurador engavetador", afirma ex-presidente
    Foto: Tribuna Hoje
“É importante mudar”, disse o ex-presidente Lula a respeito de um eventual segundo mandato da sucessora, Dilma Rousseff. Em entrevista ao SBT, Lula afirmou: “A gente tem que governar mantendo uma relação extraordinária com empresários, com os setores médios da sociedade, com funcionários públicos, com pobre, com rico. (…) Nós temos que voltar a um estado de, eu diria, euforia neste país.”

Indagado se achava que a economia estava bem, ele respondeu: “Não acho que está bem”. Mas responsabilizou a crise econômica internacional pela dificuldade de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). Negou que ocorra “maquiagem” da política fiscal. Na opinião de Lula, uma das principais medidas de um segundo governo de Dilma seria “levar a inflação a 4,5% [ao ano, que é o centro da meta]”, mas tomando “cuidado para não deixar haver desemprego” nem redução de “ganho da massa salarial”.

Ao defender que o PT deve debater corrupção com o PSDB na campanha eleitoral, Lula afirmou a respeito de sua gestão: “Não tínhamos nenhum procurador engavetador”. No governo FHC, o então procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, recebeu o apelido de engavetador-geral da República por não levar investigações adiante. Brindeiro foi nomeado seguidas vezes pelo tucano. Lula indicou sempre o mais votado entre os colegas do Ministério do Público, o que levou o seu governo a conviver com procuradores-gerais independentes. Questionado se considerava que o PSDB “colocava o lixo debaixo do tapete”, Lula disse: “Muito”. O petista citou o caso da compra de votos para aprovar a emenda da reeleição no Congresso em 1997, episódio que não foi investigado por Brindeiro.

Lula opinou sobre eventuais mudanças na seleção, mas ressaltando que a escalação cabia a Felipão. Eis a análise do ex-presidente sobre o time do Brasil: “Oscar jogou o primeiro jogo extraordinariamente bem. Não jogou os últimos dois jogos tão bem. Ele tem o William, ele poderia fazer uma experiência. Até porque no Chelsea o William tem jogado de titular. Ele tem o Jô e ele tem o Fred. Se ele tem mais confiança, ele vai manter as pessoas que estão lá. É um decisão do técnico. Ele sabe que pode contar com as pessoas e que todos estão preparados. O Daniel Alves está jogando menos do que a gente vê ele habitualmente jogar no Barcelona”.

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