Segundo projeções da OCDE, o maior pico de desemprego em países como Espanha, Estados Unidos, Irlanda e Japão deve ser registrado neste segundo semestre.
De acordo om relatório anual publicado hoje pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), o desemprego vai continuar crescendo nas principais economias do mundo.
Segundo projeções da OCDE, o maior pico de desemprego em países como Espanha, Estados Unidos, Irlanda e Japão deve ser registrado neste segundo semestre.
Até o final de 2010, a desaceleração econômica decorrente da crise financeira mundial ainda irá custar algo como 10 milhões de empregos. Somando as 15 milhões de vagas fechadas desde o final de 2007, a crise financeira vai sacrificar 25 milhões de empregos nos países ricos.
Até o final deste ano, o índice de desemprego nos 30 países do grupo vai chegar a 10%, uma média nunca antes registrada.
Mas os piores efeitos da crise no mercado de trabalho ainda estão por vir. A situação ainda vai piorar em países como França, Alemanha e Itália. A OCDE prevê que a taxa de desemprego na França deva se aproximar de 11% da população ativa no ano que vem, ou seja, mais de 3 pontos percentuais acima do registrado no final de 2007.
Segundo o relatório "Perspectivas do Emprego da OCDE 2009", mais de dois terços dos países do grupo aplicaram programas de redução da jornada de trabalho e férias coletivas para reagir à recessão. Essas medidas consideradas "preciosas" pela organização acabaram evitando demissões desnecessárias ou excessivas.
Na apresentação do relatório, em Paris, o secretário-geral da OCDE, Angel Gurria, sugeriu aos governos que tomem medidas urgentes a fim de evitar que o desemprego se torne um problema estrutural. Gurria lembrou o custo social e econômico de uma situação de desemprego prolongado, com repercussões no estado de saúde da população, queda do padrão de vida, aumento da criminalidade e comprometimento do potencial de crescimento dos países.