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Deportações cresceram 46% com administração Obama

O voto imigrante foi suficiente para que Obama ganhasse nos estados do Colorado, Nevada, Novo México e Flórida.

Publicada: 09/03/2010 - 17h06m|Fonte: Opera Mundi|Versão para impressão|0 comentário(s)

Apesar de ter prometido uma reforma migratória durante a campanha para as eleições de 2008, a deportação de imigrantes aumentou 46% na administração de Barack Obama, de acordo com um relatório do Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos. O governo reconhece que a falta de apoio no Congresso dificulta a aprovação de um projeto.

Segundo o informe, no ano fiscal de 2009 foram expulsos 387.790 estrangeiros dos EUA, frente aos 264.503 em 2008. O ano fiscal norte-americano começa em 1º de outubro e termina em 30 de setembro do ano posterior. Durante oito meses e 11 dias do ano fiscal de 2009, Obama era o presidente.

Acesse o relatório do Departamento de Segurança dos EUA aqui


Em 2008, Obama conseguiu reunir os votos de 67% do eleitorado hispânico, oito pontos a mais que John Kerry em 2004. O voto imigrante foi suficiente para que Obama ganhasse nos estados do Colorado, Nevada, Novo México e Flórida.

Reações

Organizações que defendem os direitos dos imigrantes nos EUA reagiram aos números. "Ao presidente Obama, pedimos um fim imediato das deportações e precisamos de sua liderança para avançar na reforma migratória", disse Angelica Salas, diretora da Coalizão pelos Direitos dos Imigrantes de Los Angeles (Chirla, sigla em inglês), à AFP.

Integrantes da Chirla e de outras organizações que participaram da coletiva de imprensa afirmaram que farão uma passeata no dia 21 de março em Washington para pedir a reativação o debate sobre a reforma migratória, na qual seus organizadores esperam reunir dezenas de milhares de pessoas.

Pramila Jayapal, diretora da organização One America, disse que concretizar uma reforma migratória que legalize as 10,8 milhões de pessoas sem documentos que vivem nos EUA traria benefícios econômicos ao país. Jayapal citou um recente estudo do Centro pelo Progresso, próximo ao Partido Democrata e partidário da reforma, que afirma que os EUA cresceriam anualmente cerca de 0,84% a mais se o Congresso aprovasse a reforma.

"Isto não é uma política econômica e moral sensata, isto não é liderança nem uma mudança na qual possamos acreditar", disse Jayapal, referindo-se à promessa feita por Obama durante sua campanha eleitoral. "Esperamos mais, esperamos que o presidente Obama mande o governo parar as deportações e demonstre liderança até a aprovação da reforma migratória", afirmou.

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